Com 4º pior ataque, Santos busca elevar média de gols em caça ao líder

  • Ale Cabral/AGIF

Segundo colocado do Brasileirão com 47 pontos, oito a menos que o Corinthians, o Santos tem como meta, desde a 25ª rodada, terminar o ano invicto. No entanto, para alcançar o líder o Peixe precisará se superar em outro aspecto que não o defensivo. O "gargalo" do time do técnico Levir Culpi está mais à frente, no setor ofensivo.

Dono da segunda melhor defesa do Campeonato Brasileiro, com apenas 16 gols sofridos, o Peixe tem o quarto pior ataque da competição, junto com a Ponte Preta, com 27 gols em 27 rodadas, e superior a Avaí, Coritiba e Atlético-GO, estes três na zona de rebaixamento.

Por outro lado, Levir não pode reclamar do desempenho de Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Juntos, eles foram responsáveis por seis dos últimos sete gols do Peixe. O problema está na média.

As duas últimas aconteceram pelo placar mínimo. A última vitória do Peixe com mais de dois gols de diferença aconteceu em julho, sobre o Flamengo, no Pacaembu, pela 18ª rodada.

Vice-artilheiro do Peixe no Brasileirão de 2016, com 11 gols, Copete explica a mudança de perfil da equipe. Agora autor de cinco gols no Nacional, o colombiano está mais focado em marcar o adversário para ajudar a defesa do que em se posicionar mais perto do gol desde a chegada do técnico Levir Culpi, que o colocou de volta no time titular justamente por sua característica de marcação no ataque.

"O Levir pede muito a marcação para não deixar os laterais saírem muito e contra-golpear com a bola. Está dando certo, estou fazendo um bom trabalho e estou muito feliz. Não sou artilheiro, goleador, mas dentro de campo eu deixo tudo. Trabalho para o time, quero ajudar sempre. Esse é meu trabalho. Cada treinador e seu time tem uma especialidade. É uma mentira que só há um jeito das coisas darem certo no futebol. Esperamos fazer o certo até o fim do ano", comentou o camisa 36.

Artilheiro do Santos no ano, com 15 gols, Bruno Henrique marcou cinco no Brasileirão, mesmo número de Copete, que em toda a temporada soma dez. Ricardo Oliveira, que se recuperou recentemente, anotou sete tentos em 2017, três no Nacional. Antes titular, Kayke foi responsável por três no Brasileiro e nove desde o começo do ano.

"O trabalho principal é marcar e poder ajudar a contra-atacar. Um ou dois gols é um resultado muito valioso para administrar", concluiu Copete, peça-chave do esquema de Levir.

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