Parar para andar: veja como Dorival quer usar período sem jogo de novo

  • MAURO HORITA/ESTADÃO CONTEÚDO

Desde sua apresentação, Dorival Júnior ressalta que seu trabalho surte real efeito quando há tempo de treino. E, por isso, o foco dos trabalhos visando o jogo contra o Atlético-MG, na quarta-feira, é provar seu argumento melhorando o que já evoluiu. Na parada anterior do Brasileiro por conta das Eliminatórias para a Copa do Mundo, o São Paulo cresceu a ponto de não perder mais.

Após a derrota para o Palmeiras por 4 a 2, no Allianz Parque, em 27 de agosto, o Tricolor teve duas semanas completamente livres de compromissos no Brasileiro. Foram dois dias de folga e, na sequência, treinos táticos e técnicos. Depois disso, o time empatou em casa diante de Ponte Preta e Corinthians, derrotou o Vitória, na Bahia, e o Sport, no Morumbi, e saiu da zona de rebaixamento.

Jogadores e comissão técnica destacam frequentemente que a equipe, realmente, avançou após estar livre para trabalhar, e Dorival gosta disso. Sempre demonstrou confiança na melhora técnica e tática à medida que seus métodos fossem implementados naturalmente. Desde agosto, ele tem sempre, ao menos, uma semana para ajustar a equipe no CT da Barra Funda.

Aproveitar essa parada atual do Brasileiro para evoluir é ainda mais crucial. A partir de quarta-feira, o time fará quatro jogos em 12 dias e, entre a 32ª e a 36ª rodadas, será repetida a sequência de duas partidas por semana. Em outra palavras, o momento atual é o último em que Dorival terá o tempo livre para trabalhar como deseja.

Após emendar uma inédita sequência invicta de quatro partidas sob sua gestão, o treinador pretende preparar o São Paulo para uma arrancada nas 12 rodadas finais do Campeonato Brasileiro. Ciente de que o risco de queda para a Série B ainda existe - o Tricolor está a só um ponto da zona de rebaixamento -, o técnico não fala em embalo por vaga em competições continentais, mas para afastar o quanto antes o fantasma do descenso.

Em sua linha de trabalho, foram realizados trabalhos técnicos após o elenco ganhar folga na segunda e na terça. A busca é por evolução individual, já que o treinador sente ter encontrado um posicionamento tático convincente, com um 4-2-3-1 que mantém a equipe frequentemente no campo ofensivo e que varia para o 4-1-4-1 quando Hernanes sente que pode se descolar mais de Petros e se aproximar da área adversária.

Os ajustes táticos se darão nos próximos dias - o trabalho da manhã desta sexta será o último aberto à imprensa antes da partida em Belo Horizonte. E a confiança na sintonia criada, com todos trabalhando no mesmo posicionamento, é tão grande que o São Paulo, a princípio, descarta a possibilidade de pedir um sacrifício para que Arboleda e Cueva atuem na quarta-feira, um dia após jogarem por suas seleções em Equador e Peru, respectivamente.

Dorival armará o time já ajustado com os substitutos dos dois estrangeiros, treinando no CT da Barra Funda. E acreditando que haverá pouco desentrosamento com as prováveis entradas de Bruno Alves na zaga e do substituto de Cueva (Shaylon, Maicosuel, Thomaz, Jucilei e Jonatan Gomez são os candidatos). É confiança total no pensamento de que só se melhora treinando.

 

 

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