Assumpção depõe à polícia e crê em viés político na acusação do Botafogo

Nesta terça-feira foi dado mais um passo na investigação do suposto favorecimento do ex-presidente do Botafogo Maurício Assumpção à construtora Odebrecht. Em denúncia apresentada há três semanas, a atual diretoria entende que o fechamento do Estádio Nilton Santos (à época sob a alcunha de Engenhão), em 2013, foi desnecessária. Tal interdição fez com que o Maracanã, estádio administrado pela empresa, fosse mais utilizado. Nesta manhã, o ex-mandatário compareceu à 5ª delegacia de Polícia Civil, no centro da capital, para prestar depoimento. E acredita que a acusação tenha viés político, visto que a eleição do clube é no próximo dia 25.

- É possível, porque momento eleitoral de clube é sempre conturbado. Não tenho acompanhado a disputa, mas o que chega aos meus ouvidos é que a coisa está difícil, está acirrada. Parece que o Marcelo Guimarães está ganhando corpo na candidatura dele, né? Então aí leva-se o debate para outra coisa que não tem necessidade - afirmou Maurício Assumpção, ao site Globoesporte.com, na saída da delegacia.

Em 2013, o Glorioso já jogava no Nilton Santos, mas precisou deixá-lo após um relatório constatar que havia risco de desabar em caso de ventos fortes. Tal documento, à época, foi elaborado pela empresa alemã Schlaich Bergerman und Partner (SBP). O clube retornou ao estádio em 2015.

O Alvinegro entrou com notícia de crime contra a antiga diretoria pois desconfia da boa intenção do empréstimo de R$ 20 milhões cedido pela Odebrecht, que construiu o Nilton Santos, e que nunca o cobrou. Maurício foi presidente do clube de 2009 a 2014, mas foi expulso do quadro social em agosto de 2016. Assim, ele foi o primeiro ex-presidente do clube a ser expulso do Botafogo.

Além dele, o Glorioso denunciou Sérgio Landau, ex-diretor executivo do clube, que não compareceu e teve o depoimento adiado para a próxima terça-feira; e Benedito Barbosa da Silva Junior, diretor presidente da Odebrecht e líder de delações na Operação Lava-Jato; Leandro Andrade Azevedo, diretor da empresa; e João Borba Filho, presidente do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.

Assumpção também garantiu: não está preocupado com uma possível prisão. Ele reforçou que, no depoimento, esclareceu tudo.

- Nunca estive preocupado. Estava chateado com tudo o que estava sendo acusado, mas agora estou tranquilo porque estou no fórum adequado para responder o que tenho que responder - destacou Maurício.

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