Pressionado, Ventura não larga o osso na Itália e pede desculpas

Giampiero Ventura, a princípio, não sai do comando técnico da Itália. Muito pressionado após a vexatória queda diante da Suécia, na última segunda-feira, quando empatou em 0 a 0, dentro do Giuseppe Meazza, e não alcançou o suficiente para garantir uma vaga na Copa do Mundo via repescagem, Ventura garantiu que "não desistiu" da Azzurra.

- Eu não desisti, nem conversei com Carlo Tavecchio (presidente da Federação Italiana de Futebol). Há muitas coisas a considerar. Vou me sentar com a federação e definiremos o que fazer. Qualquer coisa que for decidida será aceita. Lamento pedir desculpas aos italianos, não pelo compromisso, mas pelo resultado - explicou.

- Queria cumprimentar todos os jogadores, um a um. Quando não obtemos resultados no futebol, a culpa é do treinador, isso já sabemos. Essa eliminação é um resultado esportivamente pesado. Eu estava convencido de que seleção conseguiria, mas aceito a derrota, porque o futebol é assim. Tenho orgulho de ter sido parte desse grupo e de ter trabalhado com grandes campeões. Desculpem-me por esta noite. E obrigado ao público do San Siro, que nos apoiou em todos os momentos - completou o treinador de 69 anos.

Apesar de Ventura ter uma forte relação pessoal com Tavecchio, a tendência é que ele seja demitido em breve. A imprensa local, que pede a cabeça do treinador, indica os possíveis substitutos: Massimliano Allegri (Juventus), Carlo Ancelotti (desempregado), Antonio Conte (Chelsea) e Roberto Mancini (Zenit).

Giampiero Ventura acumula passagens, em sua maioria, por equipes de porte mediano no futebol italiano - o que é um fator tido como negativo por veículos do país. Torino, Bari, Hellas Verona, Lecce, Cagliari, Udinese e Napoli estão em seu currículo como treinador.

Também joga contra Ventura o fato de a Itália ter alcançado um feito negativo do peso de suas quatro taças em Copas do Mundo. A Azzurra não ficava de fora de um Mundial desde 1958.

O OUTRO LADO...

Do outro lado da história, êxtase. De volta a uma Copa após ausências em 2010 e 2014, a Suécia está curtindo o momento histórico, após segurar o ímpeto dos italianos na volta, uma vez que, na ida, havia vencido por 1 a 0, em Solna. O técnico Jan Andersson tentou descrever o feito. Não conseguiu.

- Não há forma de descrever isso, não é possível compreender. Se pensarmos nos jogadores mais veteranos, essa era a última oportunidade de eles disputarem um Mundial. Também caíram algumas lágrimas dos meus olhos - disse o comandante da equipe escandinava.

Além disso, Janne se mostrou pouco paciente quanto à questão Ibrahimovic. O astro do Manchester United, aposentado da seleção desde o fim da Eurocopa 2016, voltou a ter o seu nome citado. Surfando a adrenalina da classificação, Andersson optou por valorizar o grupo atual.

- Depois de um ano e meio, ainda estamos falando dele, e não desse grupo fantástico de jogadores que ganhou da Itália e conquistou a vaga no Mundial.

Ibrahimovic, por sua vez, enalteceu seus antigos companheiros, via rede social: "Nós somos a Suécia".

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