Bancado, Vecchio busca driblar irregularidade para ser '10' do Santos

  • Divulgação/SantosFC

    Vecchio ressurgiu como titular de Elano após nove meses sem jogar

    Vecchio ressurgiu como titular de Elano após nove meses sem jogar

São 23 jogos, um gol e duas assistências. Aparentemente, números insuficientes para ser o substituto de Lucas Lima no Santos. Mas quem pensa que é por isso que Vecchio é a principal aposta da diretoria e do técnico Elano, se engana. O argentino de 29 anos tem outros atributos para convencer de que é o jogador certo para uma das vagas mais importantes do time. E a jornada para provar que pode ser o substituto ideal começa neste domingo, contra o Flamengo, às 19h, na Ilha do Urubu, pela penúltima rodada do Brasileirão.

Mais de um fator levou Vecchio a ter status de respeito dentro do elenco. Inclusive, o camisa 20 foi uma das primeiras mudanças de Elano, quando o ex-jogador assumiu o comando da equipe após a demissão de Dorival Júnior. No primeiro jogo do ex-camisa 11 como treinador, era o argentino o responsável pela armação, diante do desfalque de Lucas Lima, que agora está afastado. Na vitória sobre o Botafogo, no Pacaembu, por 1 a 0 com gol de Victor Ferraz no fim, o camisa 20 agradou, tanto que ganhou moral com a chegada de Levir Culpi.

Foi com Levir que Vecchio teve sua maior sequência de jogos, durante um período também sem o camisa 10. Foram oito partidas seguidas (com um gol) antes de uma lesão muscular que o tirou dos gramados.

O que diminuiu seu prestígio com Levir Culpi foi uma discussão. Antes de um clássico contra o Palmeiras, o argentino sentiu dores na coxa e deixou o treinamento mais cedo. Um dos auxiliares, então, tirou o nome de Vecchio da pré-lista para o clássico, o que levou o meia a dizer em seu perfil do Twitter que estava fora do jogo. A atitude irritou o ex-treinador, que chegou a discutir com o jogador.

Antes, o camisa 20 já tinha em seu histórico um afastamento após um desentendimento com Dorival Júnior. Neste período, treinou separadamente e sozinho, recusando o auxílio de preparadores físicos. A maior polêmica do caso foi um áudio vazado na internet, em que o argentino criticava alterações táticas do atual técnico do São Paulo e no fim se referia ao comandante como "narigudo".

Mesmo diante de todos esses episódios, Vecchio ganhou a confiança da diretoria e de Elano, que era auxiliar-técnico. O ex-jogador do Colo-Colo sempre foi conhecido no elenco como um jogador engraçado, amigável e que agregava. Fora de campo, surpreendeu a todos com atitudes de liderança, como a de pedir a palavra no vestiário e de incentivar jogadores individualmente.

Com contrato até o fim de 2019, Emiliano convenceu dirigentes de que quer deixar sua marca no clube e que deixou para trás a oportunidade de enriquecer no Catar pelo objetivo ser um jogador notável no Peixe e que até agora foi prejudicado pelo atrito com Dorival e por lesões.

Segundo Elano, a escolha pelo camisa 20 para a vaga de Lucas Lima se deu também pelo foco.

"Vejo com bons olhos porque é bom para o Lucas e para o Santos (o afastamento). O cara que vai jogar está com cabeça para jogar. Ele (Lucas Lima) não renovou contrato ainda. Se não renovou até agora, mesmo ainda podendo renovar, temos que colocar outro para ter um jogador da posição para ter alguém no ano que vem", explicou o treinador.

No último teste, na vitória sobre o time reserva do Grêmio por 1 a 0, na Vila Belmiro, que antecedeu o afastamento do camisa 10, Vecchio deu a assistência para Copete marcar.

Entre torcedores, mesmo lidando com lesões, o argentino também é admirado. Em entrevistas, as quais não quer dar ultimamente, chegou a dizer que a torcida é o patrimônio mais importante de um clube.

Cativante para alguns, sem dizer a que veio para outros, Vecchio tem na mão a chance para mostrar que pode ser titular em 2018.

 

 

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