No Grupo F, Alemanha cai com México, Suécia e Coreia; Veja análise

A Alemanha não teve tanta sorte no sorteio dos grupos para Copa do Mundo. Apesar de fugirem de Espanha e Inglaterra, os germânicos vão enfrentar México, Suécia e Coreia do Sul na chave F.

Os alemães estreiam no dia 17 de junho, contra o México. No dia seguinte, a Suécia encara a Coreia do Sul.

No dia 23, os germânicos fazem o duelo europeu com a Suécia, enquanto a Coreia do Sul pega o México.

Por fim, o Alemanha encara a Coreia do Sul e o México faz o seu duelo com a Suécia. Ambas as partidas são no dia 27.

VEJA ANÁLISE DOS INTEGRANTES DO GRUPO F

ALEMANHA

Sobra na turma

A esperada classificação dos alemães para a Copa-2018 veio com campanha impecável: dez jogos e dez vitórias, melhor saldo (39). Neste ínterim, os atuais campeões do mundo, que seguem sob o comando de Joachim Löw, ganharam novos jogadores excelentes e, com um time de garotos, venceu a Copa das Confederações.

Não bastasse o elenco ser qualificado em todos os setores e com muitas opções (que o faz ter dúvidas em duas posições), Löw ainda teve a sorte de ver nos últimos meses o crescimento vertiginoso de um homem-gol de primeira qualidade: Timo Werner. Ou seja: o única posição que poderia ser considerada um ponto fraco não existe mais. A Alemanha entrará como uma das grandes favoritas ao título.

MÉXICO

Mais do mesmo?

Melhor seleção da Concacaf, o México ficou em primeiro lugar na fase de grupos e, também, no Hexagonal final, com campanha invicta: 11 vitórias e cinco empates nas 16 partidas.

Mas as coisas não estão em brancas nuvens. O treinador Juan Carlos Osorio - que deixou o São Paulo para assumir o time em 2015 - vem sendo questionado pela irregularidade de sua seleção, que há anos cumpre a mesma sina: vence os rivais fracos (como ocorre na Concacaf) e vacila contra os mais fortes (o 7 a 0 que levou do Chile na Copa América do Centenário é prova disso). Embora conte com bons jovens (como o lateral Alvarez e, principalmente, o atacante Lozano) o time-base é quase o mesmo de 2014. Entra como uma das incógnitas.

SUÉCIA

Time de guerreiros

A Suécia entrou nas Eliminatórias da Europa sem grandes aspirações, pois estava no grupo de França e Holanda e não contava mais com Ibrahimovic, que se aposentara da sua seleção. Mas os péssimos resultados da Holanda e uma crucial vitória em casa sobre a França deixaram os suecos sempre bem na briga. Uma goleada sobre Luxemburgo (8 a 0) fez o saldo ir às alturas. No jogo decisivo contra a Holanda, fora, na última rodada, perdeu por 2 a 0, mas ficou em 2º lugar por conta do saldo.

Na repescagem, a surpresa: eliminou a Itália com vitória em casa e empate em Milão. Uma façanha para um time que tem como astro um zagueiro (Lindelof), que nem é titular em seu time (Manchester United). Há um boato sobre a volta de Ibra. Com ou sem ele, a Suécia é guerreira e merece atenção.

COREIA DO SUL

Son, estrela solitária

Um consenso: a Coreia do Sul estará na Copa de 2018 com a sua seleção mais fraca neste século. A classificação para o Mundial já foi lucro, arrancada com dois 0 a 0 - em casa contra o Irã e fora contra o Uzbequistão - nas rodadas finais com o time todo atrás e troca de treinador (saiu o alemão Stielike e entrou Shin Tae-Yong). Ainda assim, o time desembarcará na Rússia com um astro: o atacante Son Heung-Min. Son está em ótima fase no Tottenham e, em 2018 deverá ter o todo o time jogando para que ele marque os gols.

No mais, a Coreia vai mostrar a sua raça de sempre, talvez um ou outro lampejo de Koo Ja-Cheol ou de Ki Sung- Yueng, dois remanescentes da campanha que levou o time às oitavas na Copa de 2014 no Brasil.

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