São Paulo joga melhor, mas fica no empate na despedida de Lugano

Certamente, o torcedor do São Paulo não gostaria de ver sua equipe encerrar esta edição do Campeonato Brasileiro na 13ª posição, a pior da história do clube na era dos pontos corridos. Apesar de ter ficado no retrovisor dos rivais durante quase todo o ano, ter visto nomes importantes deixarem o clube durante a temporada e brigado quase um turno inteiro contra o rebaixamento, o fim de ano dos tricolores foi especial. Afinal, apesar do empate em 1 a 1 com o Bahia, os são-paulinos puderam se despedir do ídolo Lugano e a garotada de Cotia mostrou que o ano de 2018 pode reservar grandes alegrias.

No jogo que marcou a despedida de Diego Lugano como jogador do São Paulo, a torcida fez sua parte e preencheu as arquibancadas do Morumbi. Ao todo, 60.485 pessoas viram a equipe de Dorival Júnior jogar melhor durante toda a partida e ficarem na igualdade com a equipe nordestina. O triunfo encerrou a participação do Tricolor na temporada, com 62 jogos, 24 vitórias, 20 empates e 18 derrotas. O aproveitamento foi de apenas 49,4% dos pontos disputados, muito pouco para quem, ao longo dos anos, se acostumou a ser protagonista no futebol brasileiro.

Apesar da decepção de não ter conseguido se classificar para a Copa Libertadores do ano que vem, o torcedor que esteve no Morumbi deixou o estádio com um misto de sensações. Por um lado, a satisfação de ter visto pela última vez o ídolo Lugano em campo. Campeão de quase tudo com o Tricolor, o uruguaio teve atuação digna de sua grandeza e, após o jogo, foi para os braços da torcida se despedir de quem tanto lhe apoiou durante a carreira.

Se teve tristeza por conta da despedida do ídolo, também ficou a esperança de dias melhores. Afinal, o gol são-paulino foi marcado pelo promissor garoto Brenner, de apenas 17 anos. O atacante fazia sua estreia no Morumbi e, após bola rolada por Petros em falta dentro da área, estufou a rede defendida por Jean. Além do atacante, o confronto diante dos baianos marcou as estreia de Bissoli e Gabriel Sara na equipe de cima do Tricolor. É a renovação do clube, que se propõe a incomodar os rivais no ano que vem.

A festa, claro, poderia ser muito maior caso a equipe conquistasse o triunfo diante de sua torcida. O time ganhava até os 43 minutos da etapa final, quando Jucilei falhou na marcação e deixou Eder livre para cabecear para o fundo do gol de Sidão.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 1 BAHIA

Local: Morumbi, São Paulo (SP)

Data-Hora: 3/12/2017 - 17h

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)

Público/renda: 60.485 pagantes/R$ 1.237.352,00

Cartões amarelos: Petros, Brenner, Lugano e Rodrigo Caio (SAO), Eder, Edson e Renê Júnior (BAH)

Cartões vermelhos: Petros (SAO)

Gols: Brenner (18'/2ºT) (1-0), Eder (43'/2ºT) (1-1)

SÃO PAULO: Sidão; Militão, Lugano, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei, Petros e Shaylon; Marcos Guilherme (Gabriel, aos 37'/2ºT), Cueva (Thomaz, aos 36'/2ºT) e Brenner (Bissoli, aos 32'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

BAHIA: Jean; Eder, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Edson (Matheus Sales, aos 12'/2ºT), Renê Júnior (Yuri, aos 32'/2ºT), Allione, Régis (Matheus Sales, aos 26'/2ºT) e Mendoza; Edigar Junio. Técnico: Paulo César Carpegiani

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