Cícero fala em injustiça no São Paulo: 'Ainda não entendo o que aconteceu'

Cícero terminou o ano como autor do gol da vitória por 1 a 0 do Grêmio sobre o Lanus, da Argentina, na ida da final da Libertadores, conquistada pelo clube gaúcho. O meio-campista, contudo, teve uma marca neste ano, ao ser afastado pelo São Paulo, em agosto, sem ainda entender a decisão da diretoria.

- Até hoje, não entendo realmente o que aconteceu, ainda procuro uma resposta. Isso nunca aconteceu em 14 anos de carreira. Em todos os lugares, sempre joguei. No São Paulo, até a metade do ano, eu era um dos três que mais tinham jogado. Não que eu seja a solução, mas, quando fiquei sem jogar, reparei que tinha alguma coisa estranha. Dos 23 pontos que o time tinha, participei de 16. Eu tentava contribuir - falou Cícero à Fox Sports.

- Naquele momento, me senti meio injustiçado, mas nunca deixei de trabalhar. Fiquei surpreso na época porque senti que o treinador queria me usar, pelos treinamentos e jogos. Mas tinha alguma coisa por trás puxando, que não me deixava ter sequência. Não tem como eu cravar ou saber os bastidores, mas não sou cego. Eu reparava certas coisas e não entendia - prosseguiu.

Cícero chegou ao São Paulo em janeiro, a pedido de Rogério Ceni, que tinha sido seu companheiro no próprio entre 2011 e 2012. Ganhou sequência como titular, mas saiu do time antes mesmo da demissão do ex-goleiro. Em agosto, já com Dorival Júnior no comando, foi afastado, após acumular 32 jogos, quatro gols e uma assistência, sob alegação de que a diretoria não aprovava seu comportamento. Em setembro, rescindiu seu contrato, que ia até o fim de 2018, para jogar no Grêmio.

- Não é uma mágoa. Não adianta eu ficar falando aqui que saí magoado do São Paulo ou, de repente, que fiquei magoado com o Rogério. Ele saiu e, logo depois, acabei sendo afastado. Não tenho que ficar falando nas coisas. Tive um título da Copa Sul-Americana em 2012 pelo São Paulo, o grupo era muito bom - disse Cícero, lembrando que evitou críticas públicas ao São Paulo e acabou campeão da Libertadores no Grêmio.

- Na nossa profissão, não temos de ficar falando muito. Logo depois que saí, não fiquei falando do São Paulo, disso ou daquilo. A resposta que o jogador precisa dar é dentro de campo, na minha vida toda foi assim. Graças a Deus, fui abençoado e coroado com um gol na final (da Libertadores) para entrar na história de um clube também grandioso no futebol mundial.

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