Marcada por tumultos, eleição do Santos deve parar na Justiça

Desde às 10h da manhã o ambiente foi conturbado nos dois pontos de votação para presidente do Santos: a Vila Belmiro e a Federação Paulista, em São Paulo. Na Baixada Santista, a confusão se deu nas urnas de número 9 e 10, as mais frequentadas e destinadas a sócios que entraram no clube no ano passado, tempo limite para votar em 2017.

As chapas de oposição acusaram a de Modesto Roma de ter associado pessoas em massa imoralmente. A acusação foi rebatida pelo dirigente, que afirmou ser normal o aumento do número de sócios quando o time se classifica para a Libertadores.

Desde a abertura das urnas, sócios que votavam na urna 10 reclamaram da demora para votar e do rigor dos mesários, que direcionavam à secretaria pessoas que tinham nomes abreviados na carteirinha. Até às 18h, quando se encerrava a votação, as duas filas estavam cheias e tumultuadas. O fim da votação nessa urna excedeu o limite em duas horas pois quando os portões foram fechados, ainda havia sócios presentes na Vila Belmiro.

O presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Bonavides, exigiu que os quatro mesários da urna 10 fossem substituídos por conselheiros efetivos. A votação, que havia sido paralisada, só voltou após as chapas entrarem em um acordo para acelerar a votação sob supervisão dos líderes de cada candidato.

Na capital paulista, o candidato José Carlos Peres, da chapa 1, disse ter visto um grupo de chineses que afirmavam que votariam no candidato amarelo, das cores de Modesto Roma.

Perto do fim da votação, os candidatos a vice-presidentes das três chapas de oposição se juntaram para explicar os questionamentos.

- As filas: O presidente da assembleia tem que ser cobrado, ele escolheu fazer fila única. Essa fila excedente foi por ter entrado muita gente depois das 18h. O estatuto diz que acabou a assembleia, começa a apuração. Por um bom senso das oposições, deliberamos que a assembleia teria continuidade, mas poderíamos encerrar as 18h. Porem, o Santos está acima de tudo. A gente não aceita a posição do presidente deliberativo. Fomos conversar com ele varias vezes. Vimos que estava chegando muita gente, quando deu 18h, deveria ter encerrado. Disseram que iriam continuar. Essas duas urnas (9 10) são problemáticas. Não tem sócio do Santos, por isso estamos brigando pelo clube. Vocês são provas: A fila na urna 10 e 9 ficou assim o dia inteiro. São coisas que precisamos avaliar do que queremos no país e no clube. Vamos avaliar o resultado da urna 9 e 10 com o juiz. Ele é presidente da assembleia, não da mesa 10. Isso é uma vergonha. Se a urna 10 estiver com 90%, como a do Vasco, obviamente iremos à justiça - disseram.

Modesto Roma Júnior concorre à reeleição contra Andres Rueda, José Carlos Peres e Nabil Khaznadar.

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