Planejamento, Pacaembu e Vila: o que está em jogo na eleição do Santos

Mais de 16 mil sócios do Santos estão aptos a votar na eleição presidencial deste sábado, que tem início às 10h, na Vila Belmiro e na Federação Paulista, em São Paulo. Em jogo, está o futuro do clube em diversos aspectos, mas dois em especial neste pleito: local dos mandos de jogos e o planejamento para 2018.

O mando das partidas na Vila Belmiro e no Pacaembu foi um dos assuntos mais discutidos entre os quatro candidatos: Andres Rueda, José Carlos Peres, Modesto Roma Júnior e Nabil Khaznadar.

Na chapa 1, de Peres, a proposta é dividir as partidas igualmente entre Pacaembu e Vila Belmiro. Na 2, de Nabil, a ideia é assumir a administração do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mesmo com um processo de licitação em andamento. Na chapa de número 3, Rueda quer mais jogos na capital paulista e cogita até mandar partidas na casa de rivais caso o Pacaembu esteja na mão de uma empresa que cobre um aluguel caro. O atual presidente, Modesto Roma Júnior, que concorre pela chapa 4, propõe construir uma arena na Baixada Santista com dinheiro de investidores e continuar indo esporadicamente ao Pacaembu. Nesta temporada, 17% dos jogos do Santos como mandante ocorreram na capital.

Por conta da votação que ocorre neste sábado, decisões essenciais para o planejamento de 2018 ainda não foram tomadas, como a contratação de um técnico e de jogadores. Até então, apenas o lateral-esquerdo Romário, do Ceará, assinou pré-contrato, pois estava livre no mercado. De acordo com o estatuto do clube, compra e vendas de direitos de atletas não podem ser feitas em até 90 dias antes da votação para presidente.

Se reeleito, a administração de Modesto Roma trabalha com três nomes para assumir o comando da equipe: Zé Ricardo, que está no Vasco, Vagner Mancini, do Vitória e Oswaldo de Oliveira, do Atlético-MG. Os outros três candidatos ainda não revelaram seus alvos.

Para a próxima temporada, o Santos já perdeu Zeca (na Justiça e tenta entrar com recurso) e Lucas Lima, que foi para o Palmeiras. Ricardo Oliveira não respondeu à proposta de renovação.

O presidente eleito terá mandato vigente de 2018 até o fim de 2020. Se reeleito, Modesto Roma Júnior não poderá se candidatar novamente ao fim do triênio.

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