Presidente de torcida do Fla e assessor da presidência do Flu são presos no Rio

A Polícia Civil realizou na manhã desta segunda-feira mais uma etapa da Operação Limpidus, responsável por investigar o repasse de ingressos de jogos de futebol às torcidas organizadas. Quatro pessoas foram presas, entre elas o assessor da presidência do Fluminense, Artur Mahmoud, e o presidente da maior torcida organizada do Flamengo, Alesson Galvão de Souza.

Além deles, foram presos duas pessoas ligadas a empresa Imply, responsável pela confecção dos ingressos. São elas: Monique Patricio dos Santos Gomes e Leandro Schilling.

A polícia também realizou buscas por um homem que seria o chefe da segurança do Vasco, mas não o encontrou em casa e nem no trabalho. Ele já é considerado foragido.

Em entrevista ao G1, a delegada da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil, Daniela Terra, ressaltou que, cedendo ingressos a torcidas organizadas impedidas de entrar no estádio, os clubes alimentam a violência.

- Essa é a grande questão: um clube fomenta a violência na medida em que fornece ingresso descumprindo decisão judicial entregando para torcidas organizadas afastadas por motivos de violência - disse a delegada.

Esta foi a segunda etapa da Operação Limpidus. Ao todo, já são quatorze mandados de prisão. Na semana passada, já haviam sido presos três pessoas ligadas a uma organizada do Fluminense e dirigentes dos quatro grandes clubes do Rio conduzidos para prestar esclarecimentos.

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