Perto de adeus ao Timão, Alessandro acumula função em busca de reforços

Após a saída do diretor de futebol Flávio Adauto, que concorrerá a vice-presidente na chapa de Paulo Garcia, o Corinthians passou a contar com apenas dois responsáveis por negociar saídas e chegadas de jogadores: o presidente Roberto de Andrade e o gerente Alessandro Nunes.

Como o mandato de Roberto de Andrade vai apenas até fevereiro, a opção foi por não escolher um novo diretor de futebol. Assim, em meio à janela de transferências, Alessandro acumulou a função de Adauto nas negociações do Corinthians.

Alessandro já passou por situação parecida em 2016, quando foi de coordenador técnico a único dirigente no futebol. Na época, ele foi promovido a gerente após a ida de Edu Gaspar para a CBF, em junho, e depois viu Edu Ferreira deixar o cargo de diretor adjunto de futebol por não concordar com a contratação do técnico Oswaldo de Oliveira.

A experiência de Alessandro como único dirigente no futebol em 2016, porém, durou menos de duas semanas, desde a saída de Edu Ferreira até a chegada de Flávio Adauto. Agora, ele terá pela frente mais um mês, e em uma época complicada, com a reformulação do elenco.

Adauto diz que ainda mantém contato com Alessandro e com o técnico Fábio Carille, mas prefere não se envolver nos assuntos internos do Corinthians. Ele afirma que tem repassado os contatos de empresários que ligam ou mandam mensagem oferecendo jogadores.

Alessandro perto do adeus

Por ter "se fechado" com o presidente Roberto de Andrade, Alessandro sabe que é bem provável que será demitido pelo presidente que assumir o clube a partir de fevereiro. Alessandro, inclusive, já avisou ao elenco e até estudava a ideia de deixar o Corinthians antes do fim do mandato de Roberto de Andrade, mas decidiu continuar após a saída de Adauto.

Alessandro tem maior chance de permanecer caso Paulo Garcia ganhe a eleição. Isso porque um dos vices é Flávio Adauto, que tem ótima relação com o atual gerente.

Em relação aos outros três candidatos de oposição - Antonio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior -, o discurso é de que Alessandro será mantido ao menos no início dos trabalhos. Porém, é natural que haja mudança quando troca o grupo político no comando do clube.

Na situação, o candidato Andrés Sanchez já fez até pressão interna pela demissão de Alessandro. No grupo político dele, inclusive, está Edu Ferreira, que deixou a diretoria de futebol por não concordar com a escolha de Roberto de Andrade e Alessandro pelo técnico Oswaldo de Oliveira.

Ex-lateral-direito e multicampeão pelo Corinthians, Alessandro assumiu a função de coordenador técnico no início de 2014, após aposentar-se ao final da temporada de 2013. Ele foi promovido a gerente no meio de 2016, depois da saída de Edu Gaspar para a CBF.

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