Oswaldo crê em melhorias em 2018, mas critica mudança no Estadual

Em virtude da Copa do Mundo de 2018, o calendário do futebol brasileiro ficou ainda mais apertado. Na Cidade do Galo, a equipe do Atlético-MG volta aos treinos no dia 4 de janeiro e inicia a preparação para voltar aos gramados 13 dias depois, na estreia do Campeonato Mineiro, quando enfrenta o Boa Esporte.

Com contrato até o final de 2018, o técnico Oswaldo de Oliveira citou as datas em entrevista à Rádio Itatiaia e evitou culpar membros pelo desempenho do Atlético-MG durante o ano, que deixou a equipe fora da Libertadores.

- A gente não está lidando com uma máquina. São seres humanos. Seja qual for a situação, tanto para o Roger quanto para o Micale, eles não tiveram tempo de trabalhar, de fazer um trabalho que tivesse consistência e durabilidade. O treinador, por melhor experiência que ele tenha, precisa ter tempo de trabalhar e organizar as coisas. É claro que não tem nenhum louco aqui no Atlético. Se fizeram as mudanças, tiveram motivos para fazer. Do meu ponto de vista, de quem chegou depois, acho que a continuidade é fundamental - disse o técnico.

Com experiência fora do país, o treinador alvinegro comparou a temporada no Japão, onde trabalhou durante cinco anos, e o número de jogos disputados pelos times nacionais apenas no Campeonato Brasileiro.

- Disputei cinco campeonatos no Japão com 34 jogos, aqui nós temos 38 (no Brasileirão). Campeonato lá começava em março e acaba exatamente na data que acaba aqui, na primeira semana de dezembro, com logística e temperatura muito mais fácil que aqui. As distâncias são muito menores e menos jogos.

O volante Adilson foi citado quando o técnico comentou o desgaste do grupo.

Após defender o Terek Grozny (RUS), o jogador estreou no Galo em março e disputou 40 partidas entre novembro do ano passado e o final do Campeonato Brasileiro, única competição disputada pelo Atlético no final da temporada.

- O Adilson era um jogador que quando cheguei estava jogando muito, depois caiu. Ele fazia 30 jogos por ano na Europa. Aqui ele já passou dois 50 (na verdade 40 jogos entre novembro de 2016 e dezembro de 2017) Chegou uma hora que ele machucou, voltou, tentou recuperar e não readquiriu a forma e o ritmo de jogo que ele tinha. Acabou abrindo espaço para o Yago, um jogador que vinha bem, entrou e está jogando. Mas a gente não pode negar que o Adilson é um jogador de muita qualidade. Só precisa se readaptar às condições diferenciadas que nós temos aqui - afirmou.

Com a nova fórmula de jogos do Campeonato Mineiro, a competição passa a ter mais datas. No arbitral entre os clubes participantes ficou, definido que as quartas de final serão disputadas, em jogo único, com os oito melhores times da fase classificatória. Perguntado sobre a alteração, Oswaldo diz não ter aprovado as novas regras.

- Sou apaixonado pelos campeonatos estaduais, mas sempre fui favorável a que se encolhessem essas competições. Aqui eram 15 datas e passaram para 16, é inviável. O nosso calendário não admite mais, o desgaste é muito grande. E fico surpreso que alguns avaliem o nosso campeonato como de baixo nível técnico. Não acho que seja, principalmente, dadas às circunstâncias que nós somos levados - explicou.

Em período de mudanças na equipe atleticana, o técnico evitou falar sobre as contratações e a saída de atletas, mas afirmou que não vai faltar empenho e dedicação nas disputas do próximo ano para que o Galo amplie sua lista de títulos.

- Estamos trabalhando muito na direção de construir uma equipe forte. Estamos tentando viabilizar algumas contratações. Da minha parte, vamos trabalhar muito nesse sentido. Vejo com muito otimismo. Vocês podem ter certeza que empenho, trabalho e dedicação não vão faltar. Espero escolher as pedras certas.

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