Barrados? Felipe Conceição quer continuidade de Jefferson e Pimpão

Um é ídolo incontestável. O outro é, do atual elenco, o maior goleador, e o artilheiro máximo do time na história da Libertadores. Veteranos, ambos, por razões diferentes, fecharam o ano de 2017 em baixa. Enquanto Jefferson sofreu com lesão e concorrência, Rodrigo Pimpão caiu drasticamente de rendimento e não marca um gol há quase seis meses.

E eles começaram 2018 em baixa também. O goleiro falhou feio no segundo gol do empate de 2 a 2 com a Portuguesa, na última terça-feira, mas pela história bonita que tem é amparado pela torcida. Já o atacante foi vaiado. Mais uma vez. Apesar dos botafoguenses estarem em paz com só um dos dois personagens, o treinador Felipe Conceição busca valorizar o trabalho da dupla.

- Não tem dúvida que será o Jefferson. É o nosso goleiro, nosso ídolo. Assim como Jefferson errou, todos erraram passes. Jefferson fez boas defesas, e os atletas cresceram. Não é por causa de um erro que eu vou tirar o Jefferson. Mas continuaremos com uma disputa sadia, assim como em todas as posições - destacou Conceição ao falar sobre o camisa 1.

Jefferson admite falha, mas defende-se

O goleiro, inclusive, mostrou a personalidade de sempre e não fugiu do assunto. Ele reconheceu o erro, mas lembrou que o time teve apenas 12 dias de pré-temporada:

- Foi uma bola defensável. Estamos no começo de temporada. Para goleiros, 10 dias treinando é muito pouco, mas eu assumo o erro. Sabíamos que seria difícil, eles estão treinando há três meses e a gente há 10 dias. Sabemos que falta muita coisa, não estamos nem com 80%, mas foi bom pela entrega - opinou Jefferson.

Pimpão: parcela da equipe

Aos olhos do comandante, as vaias da torcida botafoguense para o atacante estão intimamente ligadas à falta de vitórias, levando em conta, claro, o final do último ano.

- Quando as vitórias voltarem, a paz da torcida com ele também voltará. Não estou satisfeito com o empate, mas com o desempenho da equipe. E o Pimpão está incluído na equipe. A torcida cobra. Ela é paixão. Foram 17 finalizações, e a equipe está de parabéns pelo desempenho - opinou Felipe.

Aos 30 anos, Pimpão pensa parecido do novo treinador: o time está em evolução. E, assim quem sabe, ele não desencante?

- Perdemos jogadores importantes e experientes, mas quem está chegando está assumindo a responsabilidade. Os meninos também estão compreendendo o que o novo treinador quer. Quero ajudar a equipe da melhor maneira possível, seja com gols ou assistências. Hoje (terça-feira), a equipe criou e participei de algumas jogadas. Não estou incomodado de jeito algum (com vaias), mas a hora que a bola entrar vou ficar muito feliz - disse.

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