Verdão busca o que faltou em 2017: tornar realidade um futuro promissor

Em 2017, quando contratou jogadores como Guerra e Borja, o Palmeiras foi colocado como o principal candidato a títulos. Mas sem encontrar o time e técnico ideais, as taças não vieram. Em 2018, o filme não é novo: o Verdão foi novamente protagonista na janela de transferências e colocado novamente como o principal elenco do Campeonato Paulista (e do Brasil). A meta é mudar o fim da história e tornar realidade um futuro promissor.

Os dois principais nomes no mercado de início de ano foram para a Academia de Futebol: Gustavo Scarpa e Lucas Lima. Para corrigir as carências nas duas laterais, o Verdão buscou Marcos Rocha e Diogo Barbosa, dois jogadores de destaque no Brasil. Ainda foi atrás de Weverton, goleiro campeão olímpico, e Emerson Santos, considerado um zagueiro promissor.

Apesar das movimentações de impacto na janela de transferências, o Verdão gastou menos e contratou menos do que nos últimos anos. Com a avaliação de que o elenco de 2017, apesar dos resultados frustrantes, já tinha potencial, a diretoria buscou quem trouxesse algo diferente. É o caso da dupla de meias, por exemplo, que se junta a Dudu - o capitão, Lucas e Scarpa foram os três jogadores que mais criaram chances de gol nos últimos dois Brasileiros.

A torcida palmeirense, que desde 2014 evita dizer que "empolgou", sonha alto. Nas discussões, diferentes escalações são cogitadas, mas a expectativa é uma só: ver o time jogar bem. Em 2017, apesar de bons nomes, foi raro uma sequência de encher os olhos.

Roger Machado, por todo este entorno, terá bastante trabalho. Em um clube onde as cornetas já tocam mais alto - e mais rapidamente - que o comum, o técnico terá um desafio ainda maior do que quando assumiu um Atlético-MG também recheado e, apesar do título mineiro, acabou demitido em julho.

Internamente, o Palmeiras considera ter feito o máximo para evitar que os percalços do último ano se repitam. Primeiro, acertou com o treinador ainda em novembro, para que ele pudesse participar na montagem do elenco e dar a sua cara. Se com Eduardo Baptista a aposta por um treinador moderno durou apenas até maio e esbarrou na falta de experiência, desta vez o clube promete dar tempo a Roger, também visto como moderno, mas com uma "casca" pelas passagens por Galo e Grêmio. Outro ponto a seu favor é não ter desta vez a sombra de Cuca.

Por mais que se fale em paciência, isto vai passar por um bom começo de temporada. Ou seja, no Paulista. Com um elenco que não é volumoso como se diz, mas é bem qualificado, não há como não ver o Verdão como o principal candidato ao título estadual, mesmo tendo a Libertadores. Há opções para ter equipes fortes nas duas competições, ainda mais levando em consideração que os rivais perderam jogadores como Jô, Hernanes e o próprio Lucas Lima.

A última vez que o Verdão levou o Paulista foi em 2008. E este é, talvez, o melhor time do Palmeiras desde então. Será o fim do jejum estadual?

Time-base de 2018:

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