Carille defende Kazim, mas depende muito de seus meias para fazer gol

O ano nem sequer começou direito e está nítido que o turco Kazim terá de matar um leão por dia para mostrar que tem capacidade de ser o centroavante do Corinthians. Contra a Ponte Preta, ele passou em branco e pouco criou, apesar da luta. Convive e conviverá com dois importantes fatores que pesam em sua análise: a sombra do artilheiro Jô, de 2017 acima de qualquer expectativa, e suas próprias limitações, conhecidas por todos. Kazim, no entanto, ganhou um defensor: o técnico Fábio Carille.

Carille defendeu, e fez bem, o gringo de qualquer crítica após a atuação apagada contra a Ponte. Primeiro porque qualquer análise agora será precipitada e o técnico não tem nada a ganhar com isso. Depois, porque Carille sabe que não lhe sobram muitas opções, pelo menos por ora, enquanto o elenco não engrenar. Tem de acreditar no gringo, e rezar para seus meias compensarem os momentos de ineficiência do centroavante.

Sem a capacidade goleadora de Jô e com a mudança do esquema de 4-2-3-1 para 4-1-4-1, cresceu a importância dos meias na produção dos gols. Os primeiros tentos da temporada e o próprio jogo contra a Ponte reforçam a tese. No empate contra o PSV (HOL) por 1 a 1 na Florida Cup, cruzamento de Jadson e gol de Rodriguinho. Contra o Rangers, na derrota por 4 a 2, novo cruzamento de Jadson com participação de Kazim e mais um gol de Rodriguinho - o turco fez o outro. Contra a Ponte, não à toa Jadson teve as principais chances do time: uma bola no travessão e um pênalti desperdiçado. E Rodriguinho? Foi mal.

O camisa 26 ficou distante da área e não conseguiu espaço para infiltrar ou finalizar de longa distância, uma de suas características. Assim, o Corinthians perdeu boa parte de seu poder de fogo. Clayson e Romero, os pontas, passam a ter ainda mais obrigações defensivas com a liberação dos dois meias e natural que cheguem com menos força na hora de finalizar. Voltamos à importância da dupla "Jadriguinho".

Após o jogo, Carille reforçou que não desistirá de Kazim e de nenhum outro jogador e seguirá buscando alternativas para fazer o Corinthians marcar os gols. Além dos já citados, nomes como Júnior Dutra e Lucca surgem como opções, se eventualmente optar por algum teste no lugar do turco. Mas, no momento, parece mais razoável torcer para que o espírito goleador esteja mais aflorado na sua dupla de meia, peça-chave para a nova cara que o comandante pensa em dar ao time.

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