Palmeiras tem velhos conhecidos em alta e uma boa novidade: Lucas Lima

O saldo da primeira partida oficial do Palmeiras em 2018 foi positivo: vitória por 3 a 1 sobre o Santo André, com velhos conhecidos em alta e um agradável cartão de visitas dos novatos. Houve momentos de dificuldade, é verdade, mas totalmente perdoáveis pelo curtíssimo período de pré-temporada e pelo fato de o adversário, embora modesto, não ser um time ruim.

Entre os remanescentes de 2017, quem mais encheu os olhos foi Felipe Melo. O camisa 30 fez uma de suas melhores exibições com a camisa do clube, comparável aos bons momentos que viveu com Eduardo Baptista nos primeiros meses da temporada passada.

Felipe desempenhou com excelência as funções que Roger Machado lhe atribuiu: proteger a linha de quatro defensores e municiar a linha de quatro armadores, no 4-1-4-1. O volante marcou firme e cansou de fazer lançamentos longos e precisos. Um deles iniciou a jogada do primeiro gol. Sua boa forma, principalmente para o esquema que o técnico escolheu, é ótima notícia.

Entre os novatos, o destaque vai para Lucas Lima. Roger exige que ele colabore na marcação, mas ao mesmo tempo lhe dá liberdade para se movimentar por todo o gramado. Trata-se de um jogador com talento e disposição para fazer associações com qualquer companheiro, em qualquer lugar do campo: pela esquerda (onde deu a assistência para Keno), por dentro (onde apareceu para marcar o seu golaço), pela direita, no campo de ataque, no campo de defesa... Com ritmo e entrosamento, é difícil que não dê certo no Palmeiras.

Marcos Rocha, Thiago Martins e Victor Luis foram os outros titulares que não estavam no clube ao fim da temporada passada. Todos jogaram bem, sobretudo o lateral-esquerdo - um alento para o palmeirense que sofreu com a posição no ano passado.

Uma outra cara nova está por vir. E que cara nova! Não há dúvidas de que Gustavo Scarpa e Lucas Lima podem jogar juntos. A dúvida que já deve estar fazendo Roger perder algumas horas de sono é outra: quem sai para a entrada de Scarpa? Se Tchê Tchê sair, o combate no meio de campo pode ficar deficiente. Se Borja sair, Willian pode fazer a função de centroavante sem problema, mas a evolução ensaiada pelo colombiano seria brecada. Tirar Willian? Se jogar como nesta quinta - e como em 2017 -, difícil. Sacar o capitão Dudu não parece ser uma opção no momento.

A resposta virá com treinos e jogos. Domingo, contra o Botafogo-SP, Scarpa ainda não estará disponível. E ainda tem Moisés, Keno (que entrou muito bem contra o Santo André)... A certeza é de que há mais peças de qualidade do que vagas na equipe titular.

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