Grafite explica decisão de rescindir contrato com Santa Cruz

O atacante Grafite justificou sua saída do Santa Cruz e a possível aposentadoria do futebol, no programa Bem Amigos, desta segunda-feira. Apesar de ter renovado com o Tricolor do Arruda no dia 3 de janeiro, o jogador rescindiu o contrato, depois de quatro temporadas defendendo o clube. O atleta enfatizou o fim do ciclo no time de Recife, mas não afirmou que vai, de fato, encerrar sua carreira.

- Falei nos bastidores que eu estava em transição, mas não entenderam a minha colocação. Lá no Santa encerrou. Encerrou um capítulo bonito da minha história. Eu já não me via mais em condições de ajudar da maneira que eles esperam e o clube merece, dentro de campo. Resolvi dar um ponto final e seguir minha vida - disse o jogador.

Os motivos para deixar o Santa Cruz são variados. Novos negócios fora dos gramados, família e até mesmo o condicionamento físico pesaram na decisão de Grafite.

- Eu já estou com uma vida fora das quatro linhas, bem agitada. Novos projetos, novas parcerias no ramo empresarial. Então está tudo caminhando para ser o término da minha carreira. Não é fácil não. Eu estou desde dezembro pensando nisso. Conversando com minha família, com amigos, com minha esposa, principalmente. É uma decisão muito difícil. Foram dias e noites pensando. Tanto é que até três semanas atrás havia fechado com o Santa Cruz que continuaria. Pensar mais na família, ver o crescimento das crianças, e curtir também, porque nessa vida de profissional a gente perde muita coisa - afirmou o atleta.

O atacante falou sobre as lesões e o quanto a questão física é um obstáculo para o seu desempenho atualmente. Ele também ressaltou o quanto gosta de se preparar e estar bem fisicamente para pode competir.

- Eu tenho três operações no joelho direito. Uma fratura por estresse no tendão de aquiles que vem me incomodando bastante nos últimos três anos. No joelho venho fazendo injeção de três em três meses. Está sendo uma luta para poder estar apto a treinar e a jogar. Sou um cara competitivo, não gosto de perder treino. Gosto de treinar bem e jogar bem - comentou.

A lista de clubes por onde Grafite passou é grande. Além do Santa Cruz, ele já atuou no Grêmio, Goiás, São Paulo e Atlético Paranaense. Fora do país, o atleta já jogou no FC Seul, Le Mans, Wolfsburg e Al-Sadd. Ao anunciar que estava deixando o Santa, representantes de outros clubes o procuraram.

- Liguei meu telefone, tinha umas três mensagens de pessoas ligadas a clubes me procurando. "Se tiver interesse, quiser vir pra cá, as portas estão abertas, a gente precisa de um atacante" - contou o atleta de 38 anos.

O atacante revelou que conversou com o Fortaleza sobre uma possível ida para o Tricolor de Aço. Ele fez questão de destacar que gostaria de trabalhar com Rogério Ceni, atual técnico da equipe. Quando questionado se esse envolvimento seria ainda como jogador de futebol, Grafite se esquivou e não quis responder.

- Eu até tive uma conversa com um cara representando o Fortaleza há duas semanas mas não evoluiu. Iria ser legal trabalhar com o Rogério novamente. Nós tivemos dois anos maravilhosos lá no São Paulo. É um cara excepcional - ponderou.

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