'A Tailândia é a quarta força da Ásia'

Alexandre Gama trabalhou no Brasil durante alguns anos (passagens por Fluminense, Macaé, Madureira, Volta Redonda..), mas jamais obteve aqui o sucesso que tem na Tailândia. Primeiro no Buriram United, no qual ganhou nove campeonatos. Agora, no Chiangrai United, onde acaba de ganhar a FA Cup

(equivalente à nossa Copa do Brasil) e chegar em 4º lugar na Liga, uma façanha para um time fundado em 2009, e que jamais havia ficado no Top8.

Nesta entrevista ao L!, Alexandre fala sobre a estrutura de primeiro mundo que há no futebol tailandês e assegura que no curto prazo a seleção local estará na Copa, pois o país já pode ser considerado a quarta força do continente asiático.

Gama também dá seus pitacos sobre a Seleção, critica a CBF por ter demorado demais para chamar Tite para o comando e fala sobre seu futuro. Será na

Ásia ou no Brasil?

Como você começou no futebol da Tailândia?

Fui contratado pelo no Buriram. Lá, ganhei tudo. Em 2014 e 2015 conquistamos a Liga. Em 2015 a Copa dos Campeões, FA Cup, Toyota Cup, Necomcup, invictos. Em 2016 ganhamos a Copa dos Campeões e a Cecomcup. Saí do Buriram no meio de 2016 para ir pro Chiangrai.

Como você vê o futebol tailandês?

Os jogos são sempre com bastante público, lotados. O jeito de torcer é diferente. Só de estar cheio é bom. Um futebol de verdade. Tem torcida, rivalidade, pressão. Os clubes são muito estruturados. Os dois clubes que eu tive a oportunidade de treinar, têm estrutura de time europeu. Chiangrai investiu bastante, é de primeiro mundo a estrutura, mas pode melhorar. Já é a quarta força da Ásia em termos de campeonato e patrocínios.

Quais são os três primeiros?

Na frente ainda estão Japão, Coreia do Sul e Irã. Todos estão na Copa.

Então, a estrutura desses clubes são muito melhores do que as dos

times brasileiros?

?Eu cheguei em 2014 e me surpreendi. Eu cheguei do Qatar, que tem uma

estrutura boa, mas nada fantástico. No Brasil começava a engatinhar es-

sa questão de CT. Aqui já estava bem avançado. O Buriram foi considera

do o terceiro melhor da Ásia na minha época, pelo investimento, estru-

tura. Não sei a posição agora, pois muitos evoluíram em termos de CT,

investimentos em melhorias, na academia para os jovens.

Seu contrato vai até quando com o Chiangrai?

Até dezembro. A ideia é cumprir. Se for uma proposta do Brasil, claro. Sou brasileiro. Não tenho mais aquele sonho grande, já tive, de ser reconhecido no Brasil. Se tiver uma proposta boa, vai mexer comigo. A tendência é respeitar o

contrato aqui. O calendário é igual ao do Brasil. Vai acabar a temporada perto da época que os times do Brasil trocam (de treinador). Aqui na Tailândia, conquistei um respeito grande. Meu nome é sempre falado para outras coisas em outros países também, mas pode ser que eu volte.

Mudando para a Copa do Mundo da Rússia: como você

enxerga a Seleção Brasileira?

Estou bastante confiante no Brasil até pelo trabalho que o Tite vem fa

zendo. Já era para ter sido convidado para a Seleção antes, não era pa-

ra ter inventado Dunga. Têm outras seleções fortes. A Bélgica pode

surpreender, a Inglaterra cresceu bastante, Alemanha sempre vem

forte. Vão ser sempre os mesmos países que a gente sempre fala. Mas

o Brasil acredito que é o favorito e a gente está precisando recuperar

nosso prestígio, nossa força. A gente precisa que o Brasil vá bem nes-

sa Copa. Os jogadores nunca perdem espaço, mas os treinadores

sim. Só agora estão recuperando. Todo o mundo se qualificando, fa-

zendo as licenças (da UEFA), recuperando o mercado...

Você não citou a Argentina. Não acredita nela?

Acho que a Argentina chegando com o melhor do mundo, Messi. Com certeza é a ultima Copa do Messi, então ele vai querer mostrar. Que nem agora na qualificação quando precisou dele, ele resolveu. É uma seleção forte.

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