Proposta rival e aumento: futuro de Bruno Henrique no Santos é incerto

Mesmo fora dos gramados desde a primeira rodada do Paulistão, por conta de um trauma nos olhos, Bruno Henrique tem agitado a Vila Belmiro por causa de seu futuro. Na última quinta-feira, o Peixe recusou uma proposta do Cruzeiro pelo atacante, mas precisará dar um passo além para manter o camisa 11 no clube.

Além de se esquivar da oferta da Raposa, que junto de uma quantia em dinheiro não revelada se dispôs a colocar jogadores na negociação, a diretoria santista terá que tratar diretamente com o atacante sobre sua continuidade devido a uma promessa da antiga gestão.

Enquanto Modesto Roma Júnior era presidente do clube, Bruno tinha a promessa de que, se fosse titular e cumprisse algumas metas em 2017, teria um bônus salarial no ano seguinte. No entanto, a diretoria de José Carlos Peres ainda não se posicionou se irá concretizar o prometido seus antecessores. Questionado pela reportagem, o clube não confirmou o recebimento da oferta celeste. Um membro da direção, que pediu anonimato, afirmou que o Peixe recebe inúmeras sondagens pelo atacante, mas não tinha conhecimento da oferta de Belo Horizonte.

- Fizeram (Cruzeiro) a proposta, sim. A princípio, o Santos não aceitou porque o Bruno Henrique vive bom momento. Mas é oficial.

- Quando o Bruno veio pro Santos, ele recusou condições particulares melhores porque entendia que teria sucesso no Santos. Ele bancou isso. Ele se adaptou e está feliz na cidade. Por ele ter feito isso, foi apalavrado que ele teria uma bonificação se ele conseguisse recuperar o futebol dele dos tempos do Goiás. Não preciso nem falar dos números dele. O Santos nos procurou no ano passado reacendendo essa situação e criou uma expectativa. Com a mudança na diretoria, oficializamos essa situação e esperando uma posição. O Bruno quer ter uma conversa com o presidente, para se apresentar também, para alinhar isso e resolver - afirmou Dênis Ricardo, empresário de Bruno Henrique, artilheiro do Peixe no ano passado com 18 gols.

Questionado pelo LANCE!, o vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado de Souza, disse que não comenta sobre nomes de interesse do clube mineiro que, assim como o Peixe, disputa a Libertadores em 2018.

A preocupação do Santos no momento é resolver pendências referentes à compra de Bruno Henrique. No total, o Wolfsburg, da Alemanha, fechou o negócio por R$ 14 milhões. Entretanto, os dirigentes que assumiram o Santos neste ano alegam que o pagamento não foi feito em sua totalidade.

- Todo mundo quer saber do time, das contratações, vocês sabem da dívida de R$ 460 milhões, deve o passe de Hernández, do Bruno Henrique e do Cleber. Quando tirarmos os esqueletos do armário, saberemos a quantas anda o Santos. Não prometemos o que era impossível, então não poderemos falar nome de grandes jogadores, quando mal consegue pagar salários. Santos não pode formar jogadores usando o esquema de agora, Santos tem que prospectar jogadores no país - afirmou Odir Cunha, nome forte durante a campanha de Peres e que compõe a diretoria com o presidente e com o vice-presidente, Orlando Rollo, durante a posse.

Apesar do discurso de racionamento, é sabido por todos os atletas que o Santos desembolsará cerca de R$ 500 mil mensais com a contratação de Gabigol, somados salários e o valor parcelado pela liberação por empréstimo da Inter de Milão.

Antes de receber a oferta do Cruzeiro, Bruno Henrique foi sondado pelo futebol chinês. Em entrevistas durante o ano passado, o atacante não negou que sonha em voltar à Europa e também em ser convocado para a Seleção Brasileira.

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