Ainda é cedo: os primeiros passos da revolução tática do Botafogo

No primeiro jogo, precisar lutar até o final para empatar. No segundo, não ter fôlego para vencer o primeiro clássico. No terceiro, resistir mais tempo e conseguir a primeira vitória. No quarto, ser muito pouco ameaçado e, mesmo num jogo sem graça, ser seguro para vencer o então líder do grupo. É preciso ser cuidadoso para avaliar o início de ano do Botafogo, mas há bons sinais.

O processo de mudança do Alvinegro de 2017 para o de 2018 é uma revolução. Embora não se admita publicamente, é um sistema de jogo completamente diferente, uma mentalidade quase que inversa. Por isso é inevitavelmente gradual. Demanda tempo e, desta forma, evoluir na parte física e pontuar o suficiente para ser o melhor do grupo, após jogos duros, é positivo.

Já é possível observar a marcação do time de Felipe Conceição posicionada num claro 4-1-4-1, com Matheus Fernandes mais recuado no meio-campo. Ao ataque, porém, as dificuldades técnicas são compensadas com a busca por um repertório maior. Contra o Macaé, o foco foram as jogadas pelas laterais. Contra o Boavista, o time tentou mais pela faixa central do campo.

Felipe posiciona os extremos Rodrigo Pimpão e Luiz Fernando no limite da beirada do campo. Assim, obriga os laterais adversários a se distanciarem da área, e oferece a Arnaldo e Gilson, os alas alvinegros, a possibilidade de aparecerem como elemento-surpresa. A jogada do primeiro gol de quinta-feira nasceu por isso, e o camisa 4 tentou repetir a dose neste domingo.

Talvez 4-3-3, às vezes 4-2-3-1. O motor do Botafogo, e que tenta confundir a marcação adversária é a movimentação de Matheus Fernandes, João Paulo e Valencia. O chileno flutua por todos os lados, João Paulo também, e se reveza com Matheus como o mais contido dentre os meio-campistas.

Quanto a Brenner, melhor para o Glorioso que Kieza chegue com um concorrente em boa forma. Aliás, o comandante enxerga o novo reforço como um jogador de mobilidade. Certamente isso ele tem mais que o artilheiro do time no ano. Num sistema de jogo tão híbrido, é legítimo imaginar que ele tem mais chance de sucesso.

- (O Kieza) É um jogador de mobilidade, que me dá mais de uma posição, pela característica dele, e vai agregar ao grupo, que está forte. Tenho certeza que o grupo vai receber mais um elemento bem, para que fiquemos cada vez mais fortes - afirma Felipe.

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