Andrés nega influência de Lula na Arena e diz que precisa fechar ciclo

  • Daniel Augusto Jr/Foto Arena/AE

Na semana da eleição para presidente do Corinthians, o LANCE! abre nesta segunda-feira a série de entrevistas com todos os candidatos ao pleito. A publicação será feita em ordem alfabética, portanto se inicia com o candidato Andrés Sanchez, da chapa "Renovação e Transparência", mesma do atual presidente Roberto de Andrade. Até sexta-feira, serão publicadas as conversas com Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella, Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior, os outros candidatos que registraram chapa. A eleição ocorre no próximo sábado.

Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Andrés atendeu a reportagem do LANCE! em seu escritório político, localizado no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. De lá, toca sua vida como parlamentar, pela qual ele perdeu o gosto, como disse em algumas entrevistas. Mas, se depender dele, o exercício no escritório está com os dias contados. Presidente do Timão entre 2007 e 2012, Andrés diz que se licenciará do cargo de deputado já no sábado, caso seja eleito.

A conversa durou quase uma hora, período no qual Andrés respondeu perguntas que foram feitas a todos os candidatos - como a opinião sobre cada um de seus concorrentes -, e muitas outras sobre assuntos referentes à candidatura dele e de sua atuação política no clube. A dívida da Arena Corinthians, relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Odebrecht na construção do estádio, parceria com Ronaldo Fenômeno, polêmico contrato com a Omni e futebol, claro, foram assuntos. O candidato disse que não teme nenhuma ação da Procuradoria Geral da República (PGR), que o denunciou este ano por crime tributário, e prometeu responder a tudo tranquilamente. Andrés também garantiu que este ano, enfim, construirá o tão esperado CT para as categorias de base.

"Pode me cobrar", afirmou.

Confira abaixo a entrevista exclusiva com Andrés Sanchez, a primeira da série de presidenciáveis do Corinthians.

Qual o jogo do Corinthians que mais lhe marcou?

ANDRÉS SANCHEZ: Acho que foram três. O título de 77, a volta no Beira-Rio contra o Inter em 76 e o jogo da volta em 2008. Esses três. Eu estava em todos.

Qual o maior ídolo da história do Corinthians?

A torcida do Corinthians. Teve muitos jogadores, mas o Corinthians é o que é pela torcida.

E jogador?

(Acena negativamente com a cabeça). Eles jogaram de graça? Foram pagos para isso, todos. Ninguém jogou de graça. Ronaldo, Wladimir, ficaram muito tempo no Corinthians. Mas, para mim, é a Fiel.

Se você for eleito e tiver de trazer um jogador que tem identificação com o Corinthians, que já passou pelo clube, sem limitação de recursos, quem você traria?

William (do Chelsea).

Por quê?

Porque é a da base e um baita de um jogador. Um meia que hoje falta no Brasil.

Dá para trazer?

Se você fizer o cheque, a gente traz.

Eu não posso fazer.

Faz você, pô, eu não posso.

Eu não tenho dinheiro.

Nem eu.

E o Corinthians, não?

Não.

O que está pensando para o futebol, quais os planos para a comissão técnica...

(Interrompe). O time que foi campeão há um mês atrás, o que tem de mexer? Não tem nada que mexer. Tem de tentar melhorar. Trazer mais reforços se precisar e tiver oportunidade. Mas não tem de mexer em nada. Em três anos foi duas vezes campeão brasileiro, campeão paulista, vai mexer em quê?

Pretende mudar a base da diretoria de futebol, alguma coisa?

Quem é o diretor de futebol?

Não tem.

Então vou por um.

Diretor e gerente?

Isso.

O Alessandro seguirá como o gerente?

Volto a dizer, vou mexer para quê? Para que vou mexer se o time acabou de ser campeão brasileiro?

Já ouvi dizer que você iria trocá-lo.

Você já ouviu dizer que eu iria preso, que eu estava preso, na Lava-Jato. Já ouviu tanta coisa. Vocês ouvem, vocês têm as fontes, ninguém sabe quem é... Tem dez anos que falam um monte de coisa. Infelizmente nesse país é assim. E a gente tem de conviver com isso. Qualquer um hoje fala na internet o que quiser de você. Você vai processar e dá dez cestas básicas.

Sempre que você fala dessa maneira, em sua defesa, há vezes em que você fala para o repórter parar de insinuar que você roubou e perguntar se de fato você roubou. Você queria então responder essa pergunta?

Já respondi várias vezes, em rádio, televisão.

Você já roubou o Corinthians?

Nunca. Agora ficam "dizem", "ouvi dizer", "falam". Isso é ruim para mim e todo o cidadão brasileiro. Mas é o país que a gente vive.

E por que isso acontece com frequência?

Porque a imprensa esportiva não fala de futebol. Se fala de bastidores, de não sei o quê, e menos de futebol. Ninguém fala de tática, de nada. É se jogador chegou atrasado, se não chegou, se tem esquema, não tem esquema, se tem fofoca. Tudo isso aí.

Mas a administração e todas essas coisas não são tão importantes quanto a parte tática, técnica do futebol?

Quem fala da administração? Se vende um jogador, se vendeu, porque não vendeu. Se contrata, é que contratou caro. Se vendeu, vendeu caro. Tudo se questiona. Contratação boa é a que dá certo. Você pode contratar um cara que vem para o Corinthians e não joga. Às vezes você contrata um cara do nada e vira craque. Contratação boa, custe o que custar, é aquela que dá certo. Mas hoje eu contrato três jogadores, vocês vão questionar: "Olha, acho que esse aqui não merecia, não sei o quê, é fraco e tal". Ele arrebenta e você não fala mais nada. Aí se ele não faz os gols, aparece lá no LANCE!, quantos segundos ele custou.

Mas a gente também reconhece quando vai bem.

Você entendeu o que eu quis dizer. Vocês comentam resultados.

O que levou a se candidatar?

Eu não queria mais. Mas a gente tem um grupo, e desde o ano passado, falaram que se eu não fosse candidato, sairia mais cinco, seis candidatos do grupo. Já teve uma pequena dissidência e iria rachar tudo de vez. E tem um ciclo para se consertar aí que eu comecei. Arena, administrativamente falando, financeiramente falando, e vamos tentar fazer isso aí. Por isso eu voltei.

Havia outro nome do seu grupo?

Tinha vários. Sairiam três, quatro nomes a mais. Se não fosse eu, todo mundo se achava no direito de ser e não tinha acordo. Iria ter muito mais problema político no clube e administrativo. Então tenho mais esses três anos para fechar um ciclo.

Por que acha que é o melhor candidato?

Eu não acho que sou o melhor candidato. Os outros têm capacidade, mas poucos conhecem o clube como conheço. A maioria que está aí teve cargo importante no clube. Vê o que eles fizeram e vê o que eu fiz. Entre acertos e erros.

Essa experiência é um trunfo e não o contrário? Porque tem gente que diz que você já passou, teve sua chance, deixou problemas na Arena...

Eu deixei problema na Arena?

Quando você tomava contada da administração da Arena.

Faz dois anos que não vou ao clube.

Mas o acordo quem fechou foi você.

Será? Qual acordo? O contrato? Fui, assessorado pelo jurídico do clube, pelo Evandro Sanchez da Machado Meier, assessorado pelo Rosenberg (Luiz Paulo, diretor de martketing do clube na gestão Andrés), por arquiteto, eu fazia a parte política. Mas ninguém fala deles.

Em uma matéria que li na internet com declarações suas, você diz que só quem mexeu na parte financeira do estádio foi você, o Lula, e o Emílio (Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht, que construiu a Arena Corinthians).

Não sei se você pegou a matéria. O cara pinçou frases. Quem fez o estádio foi a Odebrecht.

 

Mas tem áudio com declaração sua falando do Lula e o Emílio. Você disse isso, não disse?

Você leu na Época. Na Época.

Você não disse isso?

Não disse. O Lula fez o que na Arena? Não fez nada. Vocês não falavam que o estádio era de graça, presente do presidente? Vocês não falavam que era de graça, agora falam que não tem dinheiro para pagar.

Nunca falamos isso.

Mas falavam isso. Quem fez o estádio foi a Odebrecht com o contrato que o Corinthians fez. Não tem nada de Lula, de Emílio, não tem nada. Ele era presidente da empresa como eu era presidente do Corinthians. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

Em outro vídeo disponível no Youtube, no dia da assinatura do contrato da Arena, você está em palanque com o Lula, e ele diz que precisa agradecer o Emílio porque o contrato estava sendo assinado naquele dia e a Odebrecht havia começado a obra há três meses.

Isso aí porque a Odebrecht estava interessada em fazer o estádio da Copa do Mundo, tinha três anos para fazer o estádio, era um tempo muito curto, e como estava vencendo, tinha de pegar empréstimo, porque o BNDS atrasou dois anos e quatro meses, só aí a gente paga 86 milhões de juros. Então o Corinthians iria agradecer isso, mas não tem nada a ver da Arena.

Mas o Emílio tá no palanque...

(Interrompe). Não estava.

Estava, você ainda o chama ao palco...

Quando a gente assinou o contrato, eu estava dentro do Corinthians, não era nem na Arena.

Mas depois teve essa visita à Arena.

Amigo, não tem nada a ver. Quem fez o estádio foi a Odebrecht. Com um contrato feito com o Corinthians. Está falando que agradeci, não agradeci ninguém. Todo mundo vai receber para isso.

E ao Lula, você não tem de agradecer?

Ao Lula, não. O Lula só falou para mim na época, ao invés de fazer no Pacaembu, faz na zona leste. Um estádio desses vai desenvolver a zona leste. O BNDS atrasou dois anos e quatro meses. O CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) demorou dois anos para ser liberado.

E quando o Emílio, em processo de delação premiada na Lava-Jato, diz que a Arena Corinthians foi um presente para o Lula?

Manda ele dá a quitação. Eu aceito. Presente não se paga. Só mandar.

Mas o estádio sairia se não fosse o Lula?

Por que não iria sair?

A Odebrecht iria querer fazer sem a participação do Lula?

Que Lula. O Lula é corintiano, a única coisa que ele fez foi falar para não fazer no Pacaembu e fazer lá. Eu falo, mas vocês não acreditam. A Odebrecht tentava fazer o estádio do Corinthians desde 1996. Tem 16 maquetes lá, umas seis eram da Odebrecht. Desde 1996. Desta vez pela oportunidade, pela Copa do Mundo, tudo, facilitou sair o estádio. Senão São Paulo ficaria sem estádio para a Copa do Mundo.

Arrepende-se?

De ter feito para a Copa do Mundo, sim.

E de ter construído o estádio?

Eu me arrependo de ter cedido para a Copa do Mundo, até porque a prefeitura não cumpriu o combinado.

Pode falar.

Era para pagar os CIDs e o Haddad (Fernando, ex-prefeito de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, o mesmo de Andrés) não pagou. Em dois anos e quatro meses está saindo o BNDS... Todos os estádios saíram em no máximo 120 dias. O nosso levou dois anos e quatro meses.

Você não conversou com o Haddad sobre isso? Ele é do seu partido.

Eu nem converso mais com o Haddad. Ele é mentiroso e falso.

Por quê?

Porque ele fez cagada, e fez coisas e não foi justo. Além de demorar três anos e meio para fazer o CIDs, quando saiu da prefeitura, fez orçamento sem os CIDs. Quem está ajudando agora é o Dória (João, atual prefeito de São Paulo pelo PSDB). Para vender os CIDs, tem de estar no orçamento. Ele é tão bom que ele tirou os CIDs do orçamento.

E agora emplaca?

Está vendendo.

Você vai negociar com o Dória?

Ele já colocou R$ 40 milhões de CIDs no orçamento.

Você teve mais ajuda da oposição de seu partido do que do seu próprio partido?

A mim, não, ao Corinthians. O Haddad não ajudou nada ao Corinthians, ao contrário, só prejudicou. Mas aí vocês dizem que o Lula manda muito. Tira o exemplo daí.

Mas e agora, como você vai fazer para pagar a Arena?

Mas é isso, o Corinthians sempre teve dificuldade, mas honrou suas contas. A Arena a gente vai pagar. Tem o fundo, dez anos, estamos pagando. Teve a crise que arrebentou o país, e mudou algumas coisas. Eu só sou contra aumentar prazo de financiamento, agora o resto tem de tentar.

É contra por quê?

Porque aumenta os juros.

Mas dá para pagar sem aumentar?

Vamos pagar. Não está pagando hoje?

Mas ano passado...

Porque todo mundo tinha 36 meses de carência, o Corinthians só teve 19. É público isso.

E os naming rights?

Um dia vai fechar.

Vai focar nisso?

Que focar...

Vai ter uma comissão para cuidar disso?

Isso é o marketing do Corinthians, que vai trabalhar em cima disso.

Ainda quer R$ 400 milhões?

Eu não falei R$ 400 milhões, 300, 500, 600. Como que vou botar preço em uma coisa que eu não sei? Eu falei para o Galvão Bueno, me dá R$ 400 milhões, 500, eu ponho teu nome. Serve para vocês também, o LANCE!, principalmente, que está bem. Se quiser pagar, chama Arena LANCE!.

Quando acha que vale hoje?

É uma coisa nova no Brasil. Mas está se negociando, o próprio marketing vai negociar depois, e um dia vai pegar essa cultura de batizar nome de Arena.

Você acha mesmo que vai?

Um dia vai.

Por quê?

Porque vai, o mundo é assim. Na Europa já faz 40 anos. Nos EUA, faz 50. Aqui ainda não começou. Aqui faz nove anos que começou o Sócio-Torcedor. Não existia, na Europa já existia há 20 anos. Estamos engatinhando. Talvez não do jeito que necessite, mas todo mundo vai se acostumar.

Tem coisa que existe na Europa há 100 anos, 200 anos e aqui não chega.

E tem coisas que existe aqui há 100 anos e lá também não tem.

Então, pode ser que nunca venha.

Mesma coisa jornalista fazer pergunta. É normal. Vai entrevistar o Neymar lá. O Messi. Você não entra nem no CT do Barcelona. Agora aqui, já imaginou se eu não deixar você entrar no CT? Nossa senhora.

Então, tem coisas que pegam em um lugar e não pega em outro.

Mas qual a função do Corinthians? Trabalhar para conseguir pegar. Agora, se vai pegar... Eu achei que venderia muito mais fácil do que hoje, e não é tão fácil assim.

Tem algum prazo?

Que prazo, vocês já me chamaram de mentiroso. Se eu falar aqui qualquer coisa.. Se eu falar por que não fechou vocês vão achar que é desculpa, incompetência, falta de cultura, um monte de razões. Mas é função do Corinthians trabalhar para tentar fechar.

E o marketing, você sendo eleito, vai ter o Rosenberg?

É o Rosenberg.

Ele vai ficar encarregado dessa parte?

Cobra ele.

Só vai ter ele, ou um diretor e um gerente?

Aí você pergunta para ele. Eu indico o diretor. Se ele quiser colocar esse ou aquele, é problema dele. Vai cuidar de tudo do marketing.

O diretor de futebol será o Duílio Monteiro Alves?

Tem chance.

Ainda não definiu?

Vocês perguntaram quem será o diretor do Roque? (Citadini, candidato à presidência)?

Perguntamos a todos. Sobre todo o falatório de que Ronaldo (Fenômeno) iria ser diretor...

(Interrompe). Eu não falei isso.

Vi depois você falando que não falou.

(Interrompe). Como o Ronaldo vai ser diretor se não tem nem tempo para respirar. Ele vai estar muito mais próximo do Corinthians como hoje.

É isso que queremos saber. Se ele não tem nem tempo para respirar, como vai ficar mais perto do Corinthians?

Presta atenção. Ele nunca esteve longe do Corinthians. Se você chamar ele: "Ronaldo, tem esse projeto, você pode ajudar?" Ele fala: "Isso aqui posso fazer, isso aqui posso ajudar". Vai de você fazer projeto que ele possa ajudar. Então está bom, eu vou fazer várias ações que ele vai tentar ajudar.

Exemplo.

Ah. Eu não vou falar estratégia. Senão, o Palmeiras copia. Então, tem um monte de ações. Você estava onde há seis anos?

Em São Paulo.

Você não viu o que eu fiz em quatro anos? Com acertos e erros. Um monte de ações.

Agora queremos saber o que você fará se ganhar, já que é candidato de novo.

Eu ganhar, você fica sabendo. Vai ter de fazer um monte de ações. O Ronaldo nunca ficou longe do Corinthians.

Se o sócio souber antes, ele pode votar em você.

Ele sabe quem é quem. Ele vai votar em quem já conhece, pode ter certeza disso.

Se você então perder a eleição, é sinal de que o sócio...

(Interrompe). Se eu perder eu vou para casa. Continuo corintiano, frequentando o clube, como sempre fiz. Eleição se ganha e se perde. Eu ganhei cinco, perder uma faz parte. Não tem problema nenhum, não. Não tenho isso como meta da minha vida.

Se você ganha, vai se licenciar do cargo?

Isso. Na mesma semana.

Já tem ideia de quanto tempo vai tirar?

No mínimo cinco meses.

Ainda sobre Arena, como está o contrato com a Omni?

Tem de perguntar para o Roberto (de Andrade, presidente). Eu não participei. Mas tem muita coisa que falam da Omni que não tem nada a ver. Vocês vão ver em dois meses arrumar tudo. Agora, Sócio-torcedor todo ano tem que melhorar.

Reclamam dos valores, de a Omni ficar com 50%.

Quais valores? Quem falou isso. A Omni fica com 40% da receita do sócio-torcedor.

40%?

Tem lá uma regra, 40%, 35, 45. Depende de quanto sócios tem. Toda despesa, os 150 funcionários, tecnologia, jnformática, é da Omni, e o Corinthians fica com 60%, 55%, e tudo limpo. É opção do clube. Agora fala: "Omni, então vou te pagar 5%, eu fico com 95 e assumo tudo". É fazer conta. Agora, você paga o sócio-torcedor, e paga até 45% de ingresso, paga a mensalidade e o ingresso. Os outros clubes fazem plano que você paga tal e tem direito a ingresso. É sócio-torcedor ou ingresso de jogo? Por que você não pergunta para o Maurício (Galiotte, presidente do Palmeiras)? Sócio-torcedor você lança como ingresso ou sócio-torcedor? Ou lança os dois? Mas vocês querem saber só do Corinthians.

O contrato então é vantajoso para o clube?

Todo ano tem de melhorar. Não estou dizendo se é vantajoso ou não, tem de fazer conta, não sei como está hoje. Mas não é ruim como estão falando. Não é ruim. Porque você paga mensalidade e ainda paga 60% do ingresso. No mínimo. Então tem de juntar os dois. Quanto é o sócio-torcedor? Tem time aí que você paga R$ 300 no mês e tem direito a três ou quatro ingressos. Isso é sócio-torcedor ou ingresso? O que é isso?

O processo para comprar ingresso do Corinthians é realmente elogiado...

Mas você não escreve isso.

A gente escreve.

Não escreve.

Ok, então digamos que seja elogiada nesse processo, até outros clubes reconhecem, mas é normal essa mesma empresa administrar estacionamento do estádio sem ser uma empresa para tal fim?

Mas tem empresa para administrar. É a Sigma (Park) que administra o estacionamento. A Omni não pode administrar o estacionamento. O estacionamento foi feito pelo seguinte: falta uma grande obra para ainda fazer e usar o estacionamento comercialmente, que ainda não pode, era só para dia de jogo. Quem compra ingresso?

Torcedor.

Quem vai comprar estacionamento?

Torcedor.

Então nada mais justo do que fazer tudo no sócio-torcedor. É isso.

É daí onde você vê importância na Omni?

Da Omni, não. Eu não podia vender estacionamento comercialmente, porque tem uma grande obra e vai ser feita. Eu só podia vender ingresso para estacionamento no dia do jogo. Quem administra o sócio-torcedor? Quem vende o ingresso? Eu iria colocar outra empresa para vender estacionamento?

Mas uma empresa terceirizada, o Corinthians não perde o controle?

Depende do contrato que você fez. Depende da negociação. Ela que faz tudo, o Corinthians fica com 70% do estacionamento. Agora quando fizer a obra, vamos fazer uma licitação. Que aí pode ser comercial, e pode vir uma nova empresa.

Por que ainda não fez essa obra?

Porque não tem dinheiro.

Vai ter?

Tem de arrumar.

Para quando?

Não sei. Se eu falar para você, você fala que passaram os dias que eu falei. Quem apanha não esquece.

Mas não é bom ser cobrado?

Cobrado por coisa justa. Nunca dei prazo para o naming rights.

Mas está demorando demais.

Está bom, então porque você não me ajuda a fechar? Leva 10%.

Você vai me contratar?

Mas você pode ajudar, você ganha 10%. O mercado paga isso. Agora, você acha que o Corinthians não trabalhou esses quatro anos para fechar?

Não fechou porque não tem empresa interessada, não quiseram pagar o que era.

Ainda falta mais alguma obra além dessa?

Falta coisa, mas aí é mais perfumaria. Não foi terminado 100%. Tudo isso temos de negociar.

Já tem ideia do que vai fazer para terminar o CT da base, caso eleito?

Certeza absoluta. Esse pode cravar: esse ano está pronto.

Esse ano?

Esse pode me cobrar. Pode me chamar de mentiroso.

 

A gente vai te cobrar.

Quando eu estou falando, confirmo para você, eu falo.

Como vai fazer?

Como você vai faz um CT? Contrata uma empresa, põe dinheiro...

Mas agora tem dinheiro?

Claro que tem.

E por que não fez antes?

Pergunta para os ex-presidentes. É só não contratar um jogador por 5, 7, 8 milhões e você faz um CT. É opção. Dinheiro tem. Agora você decide: quero gastar nisso ou nisso?

Tem possibilidade de o Ronaldo ser envolvido nisso?

Vai ajudar para captar recurso, como fez com o CT profissional. Muita coisa ele captou, ajudou.

Prioridade é essa?

A prioridade é: renegociar a Arena e fazer o CT da base. CT da base faz esse ano. Renegociação ou em um mês ou dez anos.

Vai pôr o nome do Ronaldo no CT?

Se ele der R$ 10 milhões para a gente fazer, a gente põe o nome dele também.

Ele pode ser importante de outras formas.

Vai ser importante de outras formas.

Você foi a favor de trazer o Emerson Sheik? Conversou com ele, com o Roberto?

Todo mundo sabia que o Sheik nunca queria ter saído do Corinthians. Saiu. Todo mundo sabia que ele queria voltar. Todo mundo sabe que ele foi importante na Libertadores, Mundial, Brasileiro, tudo. Se ele quer encerrar a carreira, nada mais justo para ele. O treinador quer? Pediu? Acabou. Se o treinador não quisesse não deveria contratar.

Foi o Carille que pediu?

Não sei, mas pela entrevista que ele deu, disse que aceitou o pedido do Sheik. Ele falou isso.

Você falou como um prêmio...

(Interrompe). Não é prêmio, é maneira de falar. Ele pode vim aqui e arrebentar de novo. E pode vim e não fazer nada. Se não fizer, vai ser criticado. Se for bem, ninguém vai elogiar, mas não vai reclamar. Já está bom. O contrato foi de três, quatro meses. O que você entende por isso?

Mas ele não era bem remunerado?

Por isso que saiu em 2015, porque o que ele ganhava não podia pagar. O jogador só vem... O Sheik é uma coisa à parte. Mas o Henrique Dourado não veio para o Corinthians por quê? O Scarpa foi para o Palmeiras por quê? É questão financeira. Não existe outra possibilidade.

Mas já existiu, com o próprio Corinthians. O Nilmar você ficou anos sem pagar para ele.

Mas eu paguei.

Isso foi em 2005.

Foi um problema jurídico que o Corinthians teve com ele.

Estou dizendo que às vezes contrata mesmo sem poder pagar.

A pergunta foi outra. Mas o Corinthians não contratou Henrique Dourado, Scarpa, João Antônio, porque não se acertou financeiramente. Não existe outra possibilidade. O Gilberto? Em 2011 contratei ele. Mandei passagem para ele vim para São Paulo. Ele desceu em Congonhas e foi para Porto Alegre. Por causa de R$ 100 mil a mais. Isso acontece. Não é mercenário, não é nada. É a vida do cara. Se você trabalha num jornal, eu te ofereço mais em outro, você vai. Não é mercenário, é nada. É ser humano. Você vai procurar o melhor, Guerrero saiu do Corinthians por quê? Porque não gostava do Corinthians? Porque o Flamengo pagava mais. Isso é Guerrero, é Messi, é Pedro, é Antônio.

Acha que dá para trazer um reforço como foi o Ronaldo?

Como vai trazer? Quem montou o time foi o Roberto. A janela fecha agora dia 30 de janeiro.

Se for eleito, nos anos de gestão...

Se tiver chance, o treinador quiser, tudo bem.

Mas é uma meta?

Meta é tentar ganhar.

Você é o candidato da situação, certo?

Sou? Pega o Piovesan (Nota da redação: Emerson, diretor de marketing na atual gestão e vice na chapa do candidato Paulo Garcia), o Flávio Adauto era do futebol (ex-diretor na gestão atual), Fernando era do marketing. Hachid é secretário. Todos do Paulo. E eu sou situação?

A chapa pelo menos é.

Está bom. Mas explica isso.

Você pode explicar melhor.

Eu não. Eu sou candidato do Corinthians. Lógico que meu grupo está há dez anos, mas o último ano dividiu todo o poder. Tem mais gente com o Paulo, do grupo.

Então, quando tem candidato da situação, em qualquer âmbito, você pensa: vai continuar o que vem sendo feito, principalmente porque são dez anos...

(Interrompe). Eu vou continuar. As coisas que estão boa, vamos continuar e as ruins vamos tentar melhorar.

Mas não acha que seu plano de governo, de renegociar Arena, o CT da base que os outros não fizeram, não parece que você é oposição?

Não, eu sou corintiano. Ache um corintiano que não esteja chateado porque o CT não saiu; O Roberto está, o Mário (Gobbi, ex-presidente) está. E esse ano sai. Não estou culpando o Roberto. O que tem de fazer no futebol?

 

Muita coisa.

Ganhar título. O Roberto ganhou título? Ganhou título. Então de 0 a 10 ele teve nota 8.

O Alberto Dualib (ex-presidente que deixou o clube após o escândalo com a MSI em 2007) ganhou muito título.

Teve a importância dele. Foi importante para o Corinthians. Além de ganhar título, cresceu o patrimônio. Aí teve erros e saiu.

Qual foi seu maior erro como presidente do Corinthians?

Teve vários. Mas tudo é futebol. Contratei um monte de gente errada, mas contratei muita gente que deu certo. Você pega o Paulinho, na época muita gente criticou. O Ralf também. Leandro Castán: nossa senhora, um escândalo. Trazer um cara do Barueri?! Deu certo, ninguém fala nada. Aí você traz o Souza, artilheiro do Campeonato Brasileiro, tinha tudo e não deu certo. Contratação boa é a que dá certo, custe o que custar.

Sobre a Arena, pretende fazer alteração no preço dos ingressos?

Não. Continua do jeito que está. O ticket médio é R$ 51. Acho justo.

Como será a relação com torcida organizada?

Como sempre foi. Com respeito, atendendo bem. Como sempre fiz, abertamente. Diferentemente dos outros clubes que atendem escondido. Vocês sabem disso, mas não falam.

Acha tranquilo ter reunião com torcedor?

Sem problema nenhum, sendo organizado ou não.

Você está falando dos outros clubes. Você já disse que rebaixamento começa em anos. E diz que tem clube aí que está batendo na porta e uma hora vai cair. De quem você está falando?

Vários. Flamengo já aconteceu isso. São Paulo aconteceu isso. Palmeiras em 2014.

Acha que o São Paulo vai cair?

Não sei, se eu soubesse jogaria na mega-sena.

Mas você tem experiência no futebol e parece estar falando disso.

Estou dizendo que você não cai no mesmo ano, cai de uns três, quatro anos para cá. Seja o São Paulo, Palmeiras, Corinthians. O Corinthians começou a cair em 2003, 2004 teve uma dificuldade. Em 2005 trouxeram dez jogadores que tinha parceria, foi campeão. Em 2006 teve problemas, em 2007 caiu. É como ser campeão, uma hora bate. Sou vice, terceiro, uma hora vai ser campeão.

Quando você assumiu em 2007, o São Paulo era considerado soberano, depois o Corinthians subiu e o São Paulo caiu. Como você vê os grandes do São Paulo no momento? O Palmeiras está na frente?

Eles (Palmeiras) têm um patrocinador lá dentro, tem mais chance de contratar jogador.

E o São Paulo?

Está pagando o prelo como já teve Flamengo, Corinthians, todo mundo. Não podemos fazer loucura. Não dá para pagar jogador de R$ 600 mil, R% 700 mil por mês mais, como ganha Diego Souza, Lucas Lima. O Corinthians não pode mais fazer isso. Se algum time pode fazer, boa sorte. É isso.

O que o Palmeiras pode fazer além?

Se você põe R$ 150 milhões por ano lá...

Você já disse que gostaria de uma Crefisa no Corinthians, desde que não comprasse a cadeira de presidente.

Eu quis dizer que quero um parceiro, patrocinador forte, mas que não tenha direito sobre a administração do clube. Como fez a Hicks Muse, Excel, como quis fazer a MSI. Agora que eu quero uma Crefisa para o Corinthians, claro que eu quero. Quem não quer um patrocinador que põe 70, 80, 100 milhões? Parabéns ao Palmeiras.

Já tem patrocinador?

Se eu tivesse, já teria posto. Acha que eu iria guardar na manga? Ah, Andrés ganhou a eleição e no outro dia anunciou patrocinador.

Conversas?

Quem está conversando é o Roberto, não sou eu. Eu não estou mexendo. Agora, se eu tivesse um patrocinador aqui, de pagar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões, acha que eu não iria ligar para o Roberto? Acha que eu sou tão filho da puta assim? Nego fala, ah Andrés ganhou a eleição, o naming rights sai em três meses. Os caras sonham. Acha que eu se tivesse, não iria falar para o Roberto? Isso é brincadeira, cara!

Mas o CT você vai acabar, você disse.

O CT eu vou porque depende de mim. Agora o naming rights, o patrocinador, depende da empresa interessada, de querer pagar.

Você então está dizendo que o Corinthians já tem esses recursos para o CT.

Lógico. Eu te falei. É gastar um pouquinho menos aqui, outro pouco ali e fazer o CT. Como fizemos o CT do profissional? A gente tinha dinheiro? O Corinthians não é banco. Tem de pagar em dia, crescer patrimônio e não ganhar título.

Por que está com dificuldade de encontrar patrocinador?

É no geral, o mercado. Tirando a Caixa que coloca em todo clube, que empresa está patrocinando time de futebol? É o momento que o futebol brasileiro está passando.

Acha mesmo que a Libertadores virou um mini Brasileiro?

Eu acho. Não mini Brasileiro, virou um Brasil x Argentina. Tem de priorizar Copa do Brasil e Brasileiro. Agora, tem de entrar para ganhar o Brasileiro? Tem de entrar. Agora, já ganhamos, não é... Até porque dá menos dinheiro e você joga com um monte de brasileiro, argentino. Acho que a Conmebol tem de mudar isso. Pode ter até nove times, é um mini Brasileiro. Ninguém quer ver mais cinco, seis jogos dos mesmos times.

Acha que ficou menos atraente?

Eu acho.

O Brasileiro também?

Acho que tem de ter no máximo cinco brasileiros na Libertadores. Perdeu o encanto.

Vai propor isso?

Já falei, vou propor. Mas sozinho não posso fazer. Tem Conmebol, CBF, os clubes. Acha que é fácil os clubes aceitarem?

Os clubes não se unem muito.

Não se unem muito, não, não se unem nada.

Você não acha que contribuiu para essa desunião quando negociou os direitos de televisão à parte em 2011?

Alguém está triste?

Tem uns que reclamam bastante. São Paulo ficou triste...

O São Paulo não reclama. Ganha três vezes mais do que ganhavam.

Mas reclama até porque quem perdeu a negociação na época foi um dirigente são-paulino (Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol do clube foi quem negociou pelo São Paulo na época).

Reclama por isso aí, porque alguém perdeu na negociação.

O ex-presidente Juvenal Juvêncio na época reclamou muito.

Claro, porque ele perdeu. Naquele momento ele não pensava no São Paulo, pensava na estrutura que eles estavam montando.

O Clube dos 13.

Eu só saí do Clube dos 13. Poderia ter continuado, até hoje lá, sem o Corinthians.

Mas não acha que naquele momento ajudou para a desunião?

Era unido o que? Fazia reunião a cada três anos para discutir televisão? Presidente ganhar tanto por mês, diretor ganhar R$ 80 mil por mês? 60? Gastar R$ 1,5 milhão por mês? E clube da Série A que não ganha nem isso. Você acha isso justo?

Tem clube que segue não ganhando. Corinthians e Flamengo seguem acima.

Quanto ganham? Falam que é R$ 180 milhões. Então estão devendo R$ 100 milhões para o Corinthians. O contrato é de R$ 82 milhões por ano, mais o Pay-per-view. O São Paulo é R$ 65 milhões. E time que ganhava R$ 5 milhões, ganha R$ 35 milhões hoje. Quem fez isso foi Flamengo e Corinthians. Quem propôs isso foi a gente. Porque falavam que estávamos elitizando o futebol brasileiro. Por que vocês não metem o pau em Barcelona e Real Madrid? Vocês só elogiam.

Por que é contra as chapinhas?

Porque eu acho que cada departamento, cada grupinho, fez chapa. Tem um dono, dois donos. Se você for presidente, tiver cinco chapas contra você, como você administra o clube? Virou congresso nacional, com 24 partidos. Como faz? Tinha de ser ou proporcional ou individual. Mas a maioria quis assim, eu respeito. Mas para ano que vem vamos tentar mudar o estatuto.

Pretende mudar algo no Parque São Jorge?

Todo ano tem de melhorar. Tem de trocar os aparelhos da academia, faz dois ou três anos que não muda. Tem a piscina. É constante.

A gente ouviu muita reclamação da área social.

Sócio ou candidato?

De sócio. Os candidatos dizem que vão melhorar.

Tem de ver se vai piorar, né? Pergunta para o sócio como era há dez anos e como é hoje. Tem de fazer a comparação.

O episódio da saída de uma de suas vices, após posar com elas, não prejudicou sua campanha?

Não, eu tinha até o dia 20 para confirmar. O grupo decidiu pela saída de uma delas. Falaram que tinha de trazer um cara mais preparado tecnicamente. Não fui eu que decidi. Eu fui contra, fui voto vencido. Eu ficaria com as duas.

E qual será o papel da mulher na sua gestão?

A Edna (Edna Murad Hadlik, candidata a vice de Andrés) vai cuidar do clube social. A família dela frequenta há 50 anos o clube. Ela vai ficar responsável por isso.

E no futebol vai ter participação?

Vai aprender como se faz futebol, até para se decepcionar também.

O que achou da decisão de impugnar o Citadini?

Politicamente, acho que não é legal, que teria de disputar. Mas não sei julgar juridicamente. E o lance foi juridicamente. Mas acho que ele tinha de disputar.

Achou justa a decisão naquele momento?

Eu não posso discutir jurídico. Tem lá dois desembargadores, jurídico. E foi juridicamente. Tem constituição. Acho que politicamente, ele teria de disputar.

O Fernando Alba (candidato a vice-presidente na chama de Felipe Ezabella), que já foi do seu grupo como diretor da base, é agente de jogador?

Que eu saiba, não. Já perguntou para ele? Eu não acredito. Não convivo com ele.

(Nota da redação: Pelo estatuto do Corinthians, é velada a participação na diretoria caso o conselheiro exerça função de agente de atletas)

O Jorge Kalil (ex-vice-presidente da atual gestão) foi um dos que defenderam o impeachment do presidente Roberto de Andrade na época. Por que ele ainda está no seu grupo?

Ele nunca saiu do meu grupo. Ele teve divergências com o Andrade. A ação do cara, não é porque ele é do meu grupo, que eu mando nele. Tiveram divergências, tentaram fazer uma ação ali, quem perdeu vai para casa. Agora não tem nada. O Kalil é amigo, companheiro, sempre me ajudou.

O estacionamento que há em frente à padaria Poesia no Parque São Jorge é seu?

Não. Meu filho tinha alugado lá, mas já saiu já faz seis meses.

Ele alugou?

Alugou porque estava trabalhando lá, mas já saiu. Vendeu para o Fabinho. Meu filho tem uma hamburgueria, uma agência de turismo. Qual o problema nisso? Sai o contrato social... Você está lendo o Paulinho do Blog? Está lendo o Paulinho do Blog. Você é jornalista do quê?

Esportivo.

E está perguntando para mim de empresa do meu filho? O que tem a ver uma coisa com a outra?

Eu nem sabia que era do seu filho.

Você perguntou.

Eu perguntei se era seu.

Porque você leu no blog do Paulinho.

(Nota da redação: adversários políticos de Andrés Sanchez citam supostos investimentos dele para caracterizar um possível enriquecimento indevido após ser presidente do Corinthians. O estacionamento próximo ao Parque São Jorge, que o candidato nega ter qualquer relação de propriedade, é um deles. Como pôde ser visto na entrevista, Andrés também garante que nunca roubou o Corinthians).

Se ganhar a eleição no dia 3, o que você vai fazer?

Assinar a posse.

E depois?

Assistir ao jogo do Corinthians no domingo, contra o Novorizontino. Ficar contente por um lado e preocupado pelo outro, porque tem muita coisa para resolver.

A última denúncia da Procuradoria Geral da República sobre um suposto uso de laranjas em uma empresa na qual você é citado causa algum temor?

É de uma empresa em que eu nem sócio era. Eu era sócio de um primo meu, há 18 anos, 20 anos, em uma outra empresa. Eu era diretor industrial da empresa. Não era financeiro, administrador, não era nada. Pode ficar tranquilo que eu vou responder sem problema nenhum.

Quem é seu maior concorrente?

Todos têm chance.

Gostaríamos que você comentasse sobre a candidatura de cada um de seus concorrentes. A começar pelo Citadini.

É um cara que tem história no clube. Com erros, e acertos, talvez mais erros. Mas também tem o direito de ser candidato.

Felipe Ezabella.

Acho que deu um passo errado neste momento. Mas é um direito dele.

Paulo Garcia.

Cara que historicamente sempre tentou ajudar o Corinthians, e está aí para tentar ajudar.

Romeu Tuma.

Está no clube há anos e tem o direito, todos têm capacidade. O sócio que vai decidir.

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