Corinthians tem atacantes de sobra, mas ainda lhe faltam gols

Não é por falta de atacantes que o Corinthians deixa de marcar ou faz poucos gols nesta temporada. Ao contrário. A estreia na Libertadores diante do Millonarios (COL) mostrou que o técnico Fábio Carille tem opções de sobra. O problema é que há atacantes para todos os gostos, menos aquele com faro de gol.

Em Bogotá, no El Campín, o Corinthians mandou a campo cinco atacantes e ainda terminou com um no banco - a escolha culminou nos cortes do lateral-direito Mantuan e do zagueiro Léo Santos. Sem uma referência, como já foi no clássico contra o Palmeiras, Romero e Clayson iniciaram o jogo abertos. No segundo tempo, entraram Júnior Dutra, Emerson Sheik e Lucca. Danilo, que agora é centroavante, ficou como opção. Somados, esses atacantes marcaram quatro gols nesta temporada, dos 13 anotados pelo Timão em dez jogos: Clayson (2), Júnior Dutra (1) e Romero (1). É pouco.

É preciso lembrar que a principal virtude do Corinthians, inclusive nos títulos do ano passado, não é o poderio ofensivo. Pela forma de jogar desenvolvida há anos e sempre ressaltada pelo técnico Fábio Carille, os diferenciais são a organização tática e segurança defensiva. Isso, com pequenas ressalvas, voltou a aparecer nos dois últimos jogos, em que a defesa passou em branco, apesar de alguns sustos na Colômbia.

Mas essa segurança será suficiente para atingir os grandes objetivos desta temporada? Não foram à toa os anseios de Carille e de toda a Fiel pela chegada de um camisa 9, fazedor de gols. Daí a lamentação pelo fracasso na negociação com Alex Teixeira, que certamente elevaria o patamar dos homens de frente. Carille, então, tenta se virar com o que tem.

Além dos já citados, o técnico conta no elenco com Marquinhos Gabriel, que se recupera de lesão no joelho direito, Kazim e Matheus Matias para o ataque. O gringo não está inscrito na Libertadores e será negociado em caso de uma boa proposta. Já Matheus tem apenas 19 anos, chegou ao clube com condição atlética fora do ideal, e precisará de paciência.

São nove atacantes, praticamente um time inteiro, número parecido com o de gols na temporada. Assim, o jeito é torcer para Carille seguir tirando leite de pedra e o modo de jogo consagrado pelo Corinthians nos últimos anos continuar funcionando.

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