Palmeiras pode não ter brilhado, mas venceu bem com inovações de Roger

O Palmeiras foi para o intervalo já vencendo o Junior Barranquilla (COL) por 1 a 0, fora de casa, mas a reação dos torcedores na internet dava a impressão de que o time perdia. A atuação não encheu os olhos, é verdade, mas a corneta foi excessiva. No fim, o Verdão foi o único brasileiro a vencer na primeira rodada da Libertadores, retornará com um triunfo por 3 a 0 e novas opções que Roger testou e deram resultado.

Primeiro, na escalação. Michel Bastos vinha jogando como lateral-esquerdo por sua vocação ofensiva, mas não estava bem. Victor Luis voltou na Colômbia e mostrou que tem condição de ser o reserva imediato quando voltar Diogo Barbosa. Se na frente ele fez o simples, com poucas jogadas de linha de fundo, defensivamente foi muito bem.

Bruno Henrique na vaga de Tchê Tchê foi uma alteração que dividiu torcedores nas redes sociais. Muitos pediam a saída do camisa 8, mas fizeram bico quando viram quem o substituiria, em vez de Moisés, que nem ficou no banco, ou Scarpa. Estes que não gostaram da escalação terminaram a noite dizendo que nunca criticaram o volante, decisivo em Barranquilla.

Assim como Tchê Tchê, Bruno dá a Roger a possibilidade de variar os esquemas, do 4-1-4-1 ao 4-2-3-1, este último mais usado na quinta. O camisa 19 ainda tem a seu favor a chegada ao ataque. Foi entrando na área que ele fez dois dos três gols palmeirenses.

Outra mudança foi o posicionamento de Dudu. Em vez de jogar na esquerda, como sempre fez, o capitão passou para o lado direito e teve um de seus melhores jogos no ano. Ainda distante do seu potencial, sim, mas ele foi um dos jogadores mais participativos e deu boa assistência para Bruno Henrique.

O resultado faz o Verdão largar na frente em sua chave na Libertadores e dá uma resposta depois da fraca atuação em Itaquera, contra o Corinthians. Isto também não significa, claro, que está tudo certo.

Especialmente no primeiro tempo, o time cansou de errar passes. E mesmo com a melhora na segunda etapa, ainda falta mais velocidade, intensidade. Muitas vezes o jogo tornou-se moroso, enquanto o Palmeiras tocava a bola.

O Palmeiras volta ao Brasil com boas coisas para aumentar o repertório. Mas ainda tem um longo caminho a percorrer. É apenas não deixar se abalar pelas cornetas exageradas.

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