Com nome de ídolo do Vasco, meia brasileiro brilha na Arábia Saudita

A popularidade dos clubes asiáticos não para de crescer. É cada vez mais comum jogadores que se destacam no Brasil ou no exterior se transferirem para o Oriente, encantados com os projetos dos países que são referências no esporte. Esse é o caso do brasileiro Bismark, com passagens pela base do São Paulo, além de Luverdense e ABC. O meia de 24 anos apostou no projeto oferecido a ele, e se mudou para o país árabe em busca de uma carreira promissora fora do território brasileiro.

O jogador, inclusive, leva o nome do ídolo vascaíno Bismarck Barreto Faria, atacante de sucesso das décadas de 80 e 90. O atleta marcou 128 gols com a camisa do Vasco e, no auge de sua carreira, foi convocado para a Copa da Itália, em 1990. Apesar da semelhança nos nomes, Bismark de Araújo Ferreira explica que a origem de sua alcunha talvez não seja inspirada no atacante já aposentado.

- Meu pai sempre foi Flamenguista roxo, então sempre achei um pouco estranho ele se inspirar no ídolo do maior rival na hora de escolher meu nome (risos). Na época, todos achavam Bismark um nome bonito e diziam que era nome de jogador, por isso meu pai decidiu escolher esse nome. Espero ter o mesmo sucesso do Bismarck do Vasco - conta o atleta de 24 anos, que atua no meio campo.

Em 2015, quando se destacava no futebol nordestino, Bismark deixou o Brasil e embarcou para os Arábia Saudita. Na época, o meia atuava no ABC de Natal e conquistou a confiança do técnico Hélio dos Anjos que, após o término da temporada, o levou para Najran SC, clube da primeira divisão da Liga Árabe.

- Individualmente, fiz uma temporada muito boa. Fiz oito gols e consegui me destacar no futebol brasileiro. No final do ano, o Hélio decidiu sair do país e me convidou para ir junto com ele para a Arábia. Abracei a ideia e minha vida mudou totalmente - explica o meia, que marcou oito gols em 11 jogos em sua primeira temporada fora do país.

Há mais de dois anos no Oriente Médio, o camisa 10 que hoje atua pelo Al-Qadisiyah, da primeira divisão do campeonato da Arábia Saudita, conta que a idolatria dos torcedores funciona de forma um pouco diferente da forma convencional. Como o time em que ele joga tem poucos torcedores, o reconhecimento quando sai às ruas é de fanáticos de outros clubes da Liga.

- O mais impressionante daqui é que meu trabalho é muito reconhecido por torcedores de outros clubes. Quando faço gol contra o Al HIlal e o nosso time ganha, por exemplo, sou parado nas ruas pelos torcedores dos times rivais, como o Al-Ahli e Al-Nassr. É muito engraçado - conta.

Diferente de tudo que já tinha vivenciado no Brasil, Bismark demorou para se adaptar com o novo estilo de vida. Apesar de já estar há três anos no país, o meia conta que ainda não fica à vontade com todos os hábitos dos nativos.

- Tenho muita dificuldade com a língua que falam aqui. Meu vocabulário árabe não é muito grande, mas consigo me virar. Já a comida, sempre fui apaixonado. Desde que cheguei aqui a culinária me agradou muito e, hoje, dificilmente viveria sem - explica o atleta.

Com o apoio da família e dos amigos em toda sua carreira, o meia conta como surgiu o desejo de se tornar um jogador de futebol profissional, e deposita seu sucesso no apoio dos familiares.

- Quando criança, meu sonho era dar uma casa para o meu pai. Graças a Deus, tive apoio de toda a minha família e amigos quando decidi ser jogador de futebol. Agradeço muito a todos, especialmente ao meu pai, que sempre acreditou no meu potencial. Agora estou construindo uma carreira de sucesso aqui e estou muito feliz com o momento vivido. Espero manter isso por muitos anos - finalizou.

Na última partida do Al-Qadisiyah, Bismark foi novamente o nome do time e marcou três gols na vitória de sua equipe por 4 a 3. Na próxima rodada, a equipe do brasileiro enfrenta o Al-Ahli pelo Campeonato Saudita.

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