Dirigente do São Paulo, Lugano fala em quebra de tabu na casa do rival

O São Paulo nunca venceu o Palmeiras no Allianz Parque. Ao todo, são cinco jogos e cinco vitórias do Alviverde em sua moderna arena. Apesar do retrospecto negativo, o uruguaio Diego Lugano, superintendente de relações institucionais do clube do Morumbi, acredita que o tabu diante do rival pode ser quebrado nesta quinta (8), quando as equipes se enfrentam pela 11ª rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista.

- Como sempre se fala, tabu é feito para ser quebrado. Não é uma final, ou um jogo que defini muita coisa, mas seria um ponto diferente ter o resultado positivo deles. Neste caso, é motivo de motivação, dar um pequeno passo para fazer uma história grande, cravou o hoje dirigente do Tricolor logo após o treino da equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior no CT da Barra Funda.

Jogador do São Paulo até dezembro passado, Lugano foi conversar com os jornalistas para explicar os motivos do clube em abrir os portões do centro de treinamento aos torcedores na véspera do clássico com o Palmeiras. Horas antes do início das atividades, o clube anunciou nas redes sociais que o treino seria fechado, mas a presença de, aproximadamente, 800 são-paulinos na porta do CT e, principalmente, a intenção de apoiar a equipe, foram decisivas para a tomada de decisão da diretoria.

- Vimos a manifestação que tinha lá fora, muita gente para ver o treino, para apoiar o time. Obviamente, como se sabia, esses treinos são com o portão fechado. Mas vendo a manifestação e a intenção da torcida de apoiar mesmo em momento difícil, acho que o melhor para a instituição é essa sinergia, esse intercâmbio, que é muito positivo. E como já vem acontecendo há muito tempo o São Paulo está fazendo diferente no mundo do futebol , pontou o uruguaio.

O ex-zagueiro ainda falou sobre a vontade de entrar em campo e ajudar o Tricolor a conquistar sua primeira vitória no Allianz Parque, inaugurado em 2014. Na Copa Libertadores de 2005, o jogador foi importantíssimo para a vitória do São Paulo sobre o Verdão, por 1 a 0, na competição internacional.

- É difícil perder essa sensação. Tem ex-jogadores com 60 ou 70 anos que ainda se sentem jogadores. Imagine eu que há dois meses fazia parte desse grupo. São sempre sensações desencontradas, difíceis ainda de arrumar. Mas a cabeça está clara, as sensações que às vezes te pegam desprevenido. Mas estamos aqui para apoiar sempre, agora em outra função, concluiu o dirigente.

Confira outros trechos da entrevista de Lugano

Há duas semanas, a torcida estava no CT da Barra Funda protestando por melhores resultados. Dois jogos depois, está aqui apoiando a equipe antes do clássico. Como o clube vê isso?

A torcida do São Paulo são 18 milhões pessoas, então tem diversas opiniões sobre jogadores e treinadores e o mesmo assunto no CT pode ter um milhão de opiniões diferentes. O grupo que veio hoje está apoiando cada jogador e demonstrou que acima de qualquer jogador, treinador, diretor ou presidente está a instituição. Acho que isso é a energia que a torcida está passando e fez isso no ano passado, também, em momento mais complicados.

Qual a importância da manifestação da torcida?

Dentro do campo são 11 contra 11 e serão fatores técnicos, táticos e emocionais que vão decidir o jogo. Mas, com certeza, nesta preparação para o jogo é sempre bom o jogador relembrar o time que está representando, a grandeza, a história, a responsabilidade, que também é bom ter a consciência desse peso. É bom esse intercâmbio. É um estamos juntos, mas também uma responsabilidade para o jogador, entrar no campo deles e fazer um bom resultado.

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