Após 'várias chances' a Dorival, Raí aponta Jardine como futuro do clube

O São Paulo acerta detalhes para anunciar Diego Aguirre e já deixou claro até para o técnico uruguaio: o futuro do clube é André Jardine. O técnico do sub-20 assume a equipe principal interinamente a partir desta sexta-feira e serviu como inspiração até para a escolha do substituto de Dorival Júnior, segundo disse Raí, diretor executivo de futebol do clube.

- Novo técnico segue perfil do Jardine. Com postura, experiência e estilo exemplificado no Jardine, com padrão de jogo e time que se impõe. O Jardine representa um projeto. Faz parte do meu projeto e do clube ter comissão permanente e projeto e política de carreira com quem tem competência e talento. A chegada do Jardine já estava planejada. Talvez esteja assumindo antes, mas é parte do projeto e acreditamos para estar na próxima comissão técnica e ser parte da comissão fixa, assumindo no futuro um papel mais importante - falou Raí.

O São Paulo planeja ter André Jardine como técnico principal, mas apenas no futuro, inclusive deixando isso claro para o substituto de Dorival, que deve ser Aguirre. A diretoria até aceitou o pedido de Jardine para, antes de ganhar a oportunidade, poder estudar na Europa, deixando claro o plano de carreira traçado para ele, que, no domingo, comandará o time contra o Red Bull, no Morumbi.

- Conversei há pouco com o Jardine e diferentes pessoas da gestão. Ele quer estar no dia a dia e investir na sua formação, passar algum tempo em outras escolas, na Europa. Investimento de médio prazo e, obviamente, depende da confiança dele, de sentir segurança, da torca que tivermos, a reação dele com os profissionais, a maturidade que vai conquistar. Mas a confiança é total e a comissão que está chegando concorda com essa estratégia - falou Raí.

A confiança que se tem em Jardine já não existia mais com Dorival Júnior. O técnico, segundo a diretoria, estava ciente de que recebeu uma sobrevivência incomum no futebol brasileiro diante da falta de resultados e foi demitido sabendo que seu trabalho já não vinha surtindo o efeito desejado.

- Após um período, a gente confiava e demos várias chances, inclusive ele e a comissão perceberam que não tinha resultado. Estava claro que não surtia efeito. Por mais que tenhamos insistido mais do que o normal no Brasil, constatamos que precisamos mudar de estratégia e de comissão técnica - explicou Raí.

- Não foi uma decisão de hora para outra. O Dorival e sua comissão são vividos no futebol, sabem da necessidade não só de resultados, mas de convencimento de jogo. Além da óbvia baixa pontuação e resultado em campo, com aproveitamento muito ruim, também faltava estabilidade da equipe, fazendo só um tempo bom, um ou outro jogo um pouco melhor. Deu a certeza de que não estávamos no caminho certo nem com segurança - completou.

Confira outros temas abordados por Raí em sua entrevista nesta sexta-feira:

Troca frequente de técnico

Li hoje que o São Paulo ainda é a equipe que menos trocou treinador no século. É a convicção. Temos estratégia definida, um time na direção bem entrosado, com Ricardo Rocha, Lugano e presidente, que se complementam e ajudam a tomar decisão com mais segurança. Posso afirmar que temos muita convicção em quem está chegando, no Jardine, que será primordial porque conhece os jovens e será importantíssimo para melhorar a transição da base com o profissional, junto com treinador de experiência e outra característica, com mentalidade moderna e ousada.

O problema é técnico?

Até a chegada do Telê, tive vários técnicos, e ele chegou e fomos campeões de tudo. É evidente que o problema não é só treinador. Ele é chave, importante, porque o futebol está muito equilibrado. Mas percebemos que não vinha resultado. Não é o treinador que vai resolver, mas o entorno que vai complementar o que planejamos.

Insistiu demais com Dorival?

Estamos em começo de temporada, classificados no Paulista e na Copa do Brasil. O Dorival merecia e merece as oportunidades, de acreditar no trabalho dele para ver se surte efeito. Mas foi unânime que não era a situação ideal, e era viável mudar, em momento sem grandes perdas na temporada.

Contratações que Dorival não pediu

Em uma posição (atacante pelos lados), o treinador desejava outra característica. Mas cheguei em dezembro, outros foram chegando, fomos montando a equipe, o trabalho foi de reconstrução, de chegar e dar certo, estamos muito confiantes. Em período de contratação, você estuda oportunidade, potencial de trazer jogadores que quer, mas, de modo geral, São Paulo tem 90% do grupo formado, com Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro para fechar e melhorar o grupo.

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