Carille quer foco na Libertadores, mas analisa Bragantino: 'Time chato'

O Corinthians soube quem será seu adversário nas quartas de final do Paulistão apenas ao término da última rodada da fase de grupos. Com vantagem fazer o segundo jogo em casa, o Timão enfrentará o Bragantino em duelo de ida e volta.

Antes disso, porém, o Corinthians entra em campo nesta quarta-feira para seu segundo compromisso pela Libertadores da América: contra o Deportivo Lara (VEN), na Arena em Itaquera. E até a partida, o técnico Fábio Carille quer o foco do Timão no torneio sul-americano.

- Esse está sendo o grande desafio meu e da diretoria. Estamos utilizando todo mundo para que a gente acenda mais nesses jogos. Agora chegando numa hora decisiva, naturalmente a concentração e a motivação são maiores. Libertadores quarta, quartas de final contra Bragantino depois. Agora mudamos o chip, pensamos na Libertadores até quarta. Mas isso não é de agora, lembro que com Tite e Mano a gente sofria com pequenos e ganhava dos grandes. Temos que mudar isso para ser mais sólido durante o ano - disse Carille, em entrevista coletiva após a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP.

Por outro lado, o treinador corintiano já analisou o Bragantino. Para Carille, o adversário das quartas de final do Paulistão é um "time chato".

- Agora é jogo de muita entrega. Passando o jogo da Libertadores, teremos jogo de detalhes, Bragantino é time chato, que marca demais, seu técnico (Marcelo Veiga) tem essa característica, e a gente tem que estar atento e concentrado para fazer dois grandes jogos para passar para a semifinal - afirmou Carille.

Além de falar sobre os próximos desafios do Corinthians, Carille analisou a partida contra o Botafogo-SP e o desempenho dos seus jogadores. Veja abaixo:

Como avalia a vitória sobre o Botafogo-SP?

A gente fica muito feliz. O primeiro tempo foi de intensidade muito baixa pelo calor. No aquecimento eu já percebi que o primeiro tempo seria assim para os dois lados. O segundo tempo a temperatura abaixou e o jogo ficou mais intenso. Depois da parada do primeiro tempo, fiz uma modificação. Trouxe o Mateus para fazer o 4-1-4-1. E liberei mais o Emerson. A gente melhorou, teve mais volume e oportunidades. O segundo tempo foi diferente, a gente esteve mais aceso, com intensidade maior.

O que achou do primeiro jogo como titular do Mantuan?

Me deixa feliz a estreia do Mantuan, um menino que a gente acompanha há muito tempo, que no ano passado sofreu com cirurgia. Vem e faz um jogo tranquilo. Parece que é titular, que já fez vários jogos, bem maduro, cumprindo as funções, marcando e saindo para jogar. Isso me deixa orgulhoso.

Como avalia a atuação de Lucca?

Lucca está num processo ainda. Tem errado bastante, mas vem trabalhando. Eu sei que ele é mais parte de definição, o jogo não está se desenhando da forma que ele espera e da forma que eu espero para ele também. Mas continua trabalhando, vai ter outras oportunidades. A gente sabe do potencial, principalmente de finalização, de terminar as jogadas. Daqui a pouco, a gente pode trazer ele para dentro e fazer ele jogar como um falso 9, como fez na Ponte em alguns jogos também.

E a atuação do Mateus Vital?

Mateus procurando o jogo, procurando a bola, buscando a jogada individual, jogada de combinação. Já tinha ido bem na Colômbia, é um menino que já jogou alguns minutos, já começou um jogo, a gente sabe o potencial, estamos muito satisfeitos com o Mateus, que também pode fazer várias funções. Isso é muito bom.

Como vê o desempenho do Sheik?

Está melhorando a cada dia. O primeiro tempo foi ruim para todos por conta do calor, da temperatura. Mas procurando se movimentar, carregar a bola, imprimir velocidade para cima dos zagueiros, que é o grande ponto do Emerson, é encarar zagueiro. Tem melhorado, treinado bastante, estamos satisfeitos com ele, mas sabemos que pode ser muito mais, que ele está buscando isso.

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