Caso Zeca: Santos se manifesta e William diz que Timão sabe do risco

Poucos minutos depois do diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, afirmar que o Timão está muito perto de contratar o lateral-esquerdo Zeca, o Santos se manifestou de maneira oficial. O clube, que vive imbróglio judicial com o ala, garante que exigirá a multa rescisória do jogador, de R$ 50 milhões, caso vença na audiência marcada para abril. Para fechar com o Timão, Zeca se apoia em habeas corpus que conseguiu em dezembro de 2017, pelo Tribunal Superior de Justiça, em Brasília. William Machado, diretor executivo do Alvinegro, garante que o rival sabe do risco.

"O Santos reconhece o direito do atleta de assinar com qual clube desejar. Reitera aos envolvidos, contudo, porque acredita na Justiça, que conforme esclarecido pelo TST, o mérito da ação ainda será julgado em abril. Assim, diante do resultado, o clube não abrirá mão, em hipótese alguma e nem parcialmente, do valor que lhe cabe", diz a nota divulgada pelo Santos em seu Twitter.

- O certo é que essa decisão está aos cuidados do nosso departamento jurídico. Não surpreende, porque o Corinthians já tinha demonstrado interesse em contratar o atleta e tinha contatado o Santos, mas não houve acordo porque os valores não agradaram. Agora, o Corinthians se baseia em uma decisão jurídica e fecha com o jogador sabendo dos riscos que isso envolve. O Santos nunca esteve fechado para conversa. Algumas propostas não foram aceitas, não eram interessantes - disse William, que representou o Santos no Conselho Técnico da Federação Paulista de Futebol, nesta terça-feira. E foi além:

- Bom, até onde eu sei, o presidente Andrés Sanchez teria comunicado Peres que está contratando baseando na decisão jurídica, a relação entre os clubes vai depender do caminhar das negociações. O Santos confia no jurídico. Há uma multa. O valor é alto. O Corinthians corre risco. Daqui a uns meses, vamos saber se eles acertaram ou não. O risco não é pequeno. São divergências de interpretações. Já vi situações piores de falta de ética.

Na Justiça, Zeca alega o não depósito de seu fundo de garantia, além de falta de segurança no trabalho, já que foi agredido durante desembarque do Santos no ano passado. O Habeas Corpus concedido ao jogador em dezembro lhe assegura o direito de trabalhar onde quiser.

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