Palmeiras jogará as quartas no Pacaembu; semi também pode não ser no Allianz

O jogo de volta entre Palmeiras e Novorizontino, pelas quartas de final do Paulistão, às 20h30 de terça-feira que vem, será no Pacaembu. A partida estava marcada inicialmente para o Allianz Parque, mas a arena receberá um evento para 20 mil pessoas na própria terça-feira.

A WTorre, administradora do estádio alviverde, diz que o clube sabia da impossibilidade de realizar a partida nesta data desde o dia 8 de março. A construtora diz que seria possível realizar o jogo na quarta (com algum esforço da equipe) ou na quinta-feira (com tranquilidade).

"Não conseguimos entender é o motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, primeira colocada na fase de grupos do Campeonato Paulista, e privilegiada por jogar as partidas de volta em seu estádio, está abrindo mão desse direito, uma vez que estava ciente da não disponibilidade de seu estádio", diz um trecho na nota (leia a íntegra abaixo).

Semifinal em risco

Se avançar para as semifinais, o Palmeiras certamente jogará a partida de volta como mandante. E o Allianz Parque também pode estar indisponível.

O estádio receberá um show do Depeche Mode no dia 27 de março. O jogo de volta da semifinal seria no próprio dia 27 (terça-feira), no dia 28 (quarta) ou no dia 29 (quinta). A construtora diz que vai esperar a definição das datas para definir a operação a ser adotada.

Esse show não ocupará toda a arena, mas apenas metade do gramado e a área atrás de um dos gols, o chamado anfiteatro. Se a partida for marcada para o dia 29, as chances crescem.

Veja carta da WTorre:

Carta aberta à torcida palmeirense,

Nesta terça-feira, dia 13, a Federação Paulista de Futebol anunciou as datas dos jogos pelas quartas de finais do Campeonato Paulista 2018. Para a nossa surpresa, a partida entre Palmeiras e Novorizontino foi marcada para terça-feira (20), às 20h30, o que inviabiliza sua realização no Allianz Parque, por conta de evento previamente agendado e de conhecimento do clube desde o dia 8 de fevereiro de 2018.

Segundo algumas informações que nos foram passadas, as datas das partidas foram definidas em função das rodadas do final de semana anterior (17 e 18 de março), envolvendo todas as equipes classificadas para as quartas de finais do Campeonato Paulista. Caso esse argumento seja, de fato, verdadeiro, ele nos gera estranhamento: por que o primeiro colocado da competição deveria ser sacrificado por conta de um problema dos outros times e de outros campeonatos?

Em nossa opinião, ao primeiro colocado deveria ser preservado o direito de decidir em sua casa, como prevê o regulamento. Ou não?

Não conseguimos entender é o motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, primeira colocada na fase de grupos do Campeonato Paulista, e privilegiada por jogar as partidas de volta em seu estádio, está abrindo mão desse direito, uma vez que estava ciente da não disponibilidade de seu estádio.

Como dissemos, o Palmeiras foi informado no dia 8 de março de 2018 da realização deste evento para 5 mil pessoas - que ocorre no dia 20 de março. Portanto, há mais de 30 dias, o clube estava ciente de que a realização da partida das quartas de finais seria possível no dia 21 (com algum esforço da equipe da arena) e no dia 22 (com toda a tranquilidade).

A antecipação da data para terça-feira quebrou todo o nosso planejamento, pois com o desempenho da equipe no campeonato, imaginávamos que o Palmeiras teria direito de disputar a segunda partida em sua casa. Infelizmente não foi o que ocorreu, gerando prejuízo esportivo e financeiro ao clube.

E mais um fato a se estranhar: mesmo ciente dessa impossibilidade, Federação Paulista de Futebol e Sociedade Esportiva Palmeiras anunciam na data de hoje o jogo com realização no Allianz Parque. O motivo dessa desinformação ao torcedor é uma incógnita, assim como permanece uma incógnita o líder da primeira fase do campeonato não poder atuar em sua casa.

Como previsto em contrato, o Allianz Parque não apenas sobrevive, como é exemplo de gestão internacional, sem utilizar R$ 1,00 das receitas de bilheterias dos jogos do Palmeiras. Portanto, também como previsto em contrato, as receitas para manter a arena confortável e segura, operando em nível de alto padrão, são aquelas "extra-futebol", especialmente os eventos.

Em função disso, achamos por bem vir a público esclarecer o torcedor palmeirense, que quebra recordes atrás de recordes no Allianz Parque, que dá espetáculo de vibração e comportamento e merece todo nosso respeito.

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