Sem contratações 'bombásticas', William quer meia e 9 para o Santos

William Machado, que tem atuado como um diretor executivo de futebol do Santos desde a saída de Gustavo Vieira do cargo, esteve no Congresso Técnico da Federação Paulista de Futebol nesta terça-feira, representando o Alvinegro, e foi enfático ao defender o trabalho do técnico Jair Ventura. No entendimento do dirigente, é necessário esperar seis meses para poder começar a avaliá-lo e é preciso ainda a contratação de um meio-campista e de um centroavante para fechar o elenco e, assim, dar o leque necessário de opções ao comandante.

- Na verdade, precisamos dar alternativas para o nosso técnico variar o nosso esquema de jogo, isso é sabido por todos. É um pedido dele. Temos analisado que um centroavante de área, com a característica de segurar a bola mais na frente, forte para a Libertadores ou jogo com dificuldade de penetração. Estamos buscando, mas sabemos que saímos atrás, pois assumimos em janeiro. Temos tomado cuidado para não contratar por contratar. Além de um meia para dar essa variação. Mesmo sabendo que temos o Vitor Bueno, que está recuperando seu melhor ritmo de jogo. Quando vem de lesão, não adianta depositar tudo em cima. Diogo Vitor também está aparecendo - disse o dirigente, e completou:

- Estamos no mercado, buscando com parcimônia, mas estamos atrás. Sabemos que pode ser que não seja uma contratação bombástica, mas que dentro do modelo de jogo do Jair e das características que ainda nos faltam, possa ajudar muito o Santos.

Ciente da dificuldade financeira do clube e também do trabalho ainda prematuro de Jair Ventura no Alvinegro, William fez questão de respaldar o treinador quando questionado sobre a necessidade de se conseguir resultados imediados. Nesta quinta-feira, o Santos enfrenta o Nacional-URU, às 19h15, no Pacaembu, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores e precisa da vitória para ficar em situação confortável depois de perder na estreia para o Real Garcilaso, em Cusco, no Peru.

- O Jair vem fazendo um trabalho excepcional quando você analisa o pouco tempo que está no comando do Santos, a quantidade de jogos e o pouco de treinamentos. Ele consegue dar padrão de jogo. Temos certeza que conseguimos enfrentar equipes qualificadas de igual para igual. Não dá para fazer promessa nenhuma, mas no meu conhecimento de futebol vejo que é um trabalho inicial. Jair pegou um grupo de nova gestão, está implementando seu modelo de jogo. O técnico não é questão principal, time estar evoluindo. Com seis meses, você começa a ter os jogadores com conceitos embasados e assimilados - completou o dirigente.

Nas quartas de final do Paulistão, o Santos terá o Botafogo pela frente e fará o segundo jogo em casa.

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