Evolução, pressão e quem mais saiu e mais entrou: um mês de Valentim

Alberto Valentim completou um mês sob o comando do Botafogo nesta semana. Segunda opção da diretoria, que ouviu "não" de Cuca logo após dispensar Felipe Conceição, o técnico de 42 anos tem chamado a atenção com o trabalho apresentado ao longo desses 60 dias.

Seduzido para firmar seu nome no cenário nacional, Valentim chegou ao Botafogo pregando disciplina e foco aos seus comandados, que constantemente elogiam a postura do técnico - menos afago e mais cobrança no dia a dia, inclusive com direito a apostas valendo dinheiro, como nos "joguinhos", onde três equipes se enfrentam com a presença de três balizas.

Atualmente, em cinco partidas, todas pela Taça Rio, o aproveitamento é de 66,6% (três vitórias, uma derrota e um empate). Ele vê espaço para crescimento, sobretudo por sempre entronizar a entrega de seus atletas.

- Meus jogadores estão se entregando muito, falo de verdade e sempre para vocês. Há uma concentração muito grande para acelerar o processo de entrosamento. Vejo que alguns jogadores estão pegando o laço das pernas, um termo que eu uso. A tendência é que cresçamos cada vez mais - comentou.

A nível de comparação ao time de Tigrão, o de Valentim evoluiu nos quesitos tático e numérico. De acordo com o site "Footstats", vem tendo mais acertos nos passes e finaliza mais, porém ainda peca nos arremates. Já quanto a lançamentos corretos (81), o Alvinegro lidera na Taça Rio, e com folga.

REPETIÇÃO DA EQUIPE

Alberto Valentim chegou batendo na tecla: é adepto da repetição da equipe titular. Até aqui, o treinador repetiu a escalação em todos os cinco compromissos, isso promovendo diversas mudanças quanto a do Tigrão.

O botafoguense sabe de cor os 11, hoje: Gatito Fernandéz; Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Lindoso, João Paulo e Valencia; Pimpão, Ezequiel e Kieza. Os laterais foram alterados, e vêm muito bem, assim como o goleiro, uma vez que Jefferson só está retornando agora de lesão e, por isso, ainda não deu aquela dor de cabeça sadia quanto à concorrência com o paraguaio. Lindoso, Ezequiel e Kieza também ganharam campo com Alberto.

QUEM MAIS ENTRA? E QUEM MAIS SAI?

Até aqui, o atacante Luiz Fernando (ex-Atlético Goianiense) é o suplente que mais teve chances com Valentim. Entrou em quatro embates, todos em que foi relacionado, acumulando cerca de 100 minutos. Ainda não marcou, mas tem sido boa opção pela ponta.

Já quem mais saiu vem, justamente, de um setor onde Luiz Fernando tem sido acionado: na direita. É Ezequiel quem atua por lá e também o mais substituído por Alberto Valentim, junto a Rodrigo Pimpão. A dupla de ponteiros saiu em todas as cinco partidas da nova era.

O MAIOR DESAFIO (ATÉ AQUI)

Valentim terá o seu maior desafio neste domingo, às 16h (de Brasília), quando o Botafogo recebe o Vasco no Nilton Santos, pela última rodada antes das semifinais da Taça Rio. O time da Estrela Solitária não depende mais de si, uma vez que precisa vencer e secar Fluminense e Portuguesa.

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