Novo Muricy? Entenda quais são os planos do São Paulo para Jardine

Com a confirmação do visto de trabalho a Diego Aguirre, André Jardine vira auxiliar fixo da comissão técnica. O que faz parte de um plano de carreira que o São Paulo já tinha e que Raí detalhou ao assumir como diretor executivo de futebol, em dezembro. Há um projeto para que o profissional, que acumulou títulos nas categorias de base, tenha uma trajetória similar à de Muricy Ramalho, mas sem precisar sair do clube.

Antes de voltar ao Tricolor em 2006, conquistando todos os Brasileiros até 2009, Muricy era um ex-jogador com perspectiva de sucesso como técnico, tanto que, com um time cheio de garotos (Rogério Ceni entre eles), conquistou a Conmebol em 1994. Virou auxiliar de Telê Santana e Carlos Alberto Parreira, mas precisou provar seu valor fora do clube, entre 1996 e 2006, indo até para a China antes de se afirmar em equipes como Náutico, Figueirense, São Caetano e Inter para, enfim, ser contratado para brilhar no clube em que despontou.

É uma história com o mesmo fim, mas com uma jornada diferente, que Raí, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e os dirigentes pretendem para Jardine. Ele acumulou títulos pelo time sub-20 desde que chegou ao clube, no primeiro semestre de 2015, e é o principal ponto de uma filosofia de valorização de quem já está no Tricolor antes de olhar contratações, um lema de Raí à frente do departamento de futebol.

O planejamento da diretoria, a princípio, é de que Jardine se torne técnico do time principal em dois ou três anos. Até lá, ganhará experiência com os treinadores (Aguirre tem contrato até dezembro) que passaram e terá também liberdade para fazer cursos, como já apontou (e conseguiu o aval) a Raí o seu desejo de fazer estudos pela Europa. A amigos, Jardine se mostra agradecido e empolgado com as apostas do clube em seu futuro.

Ele cumpriu rapidamente, e com sobras, as expectativas que gerou ao ser contratado, há três anos. Hoje, aos 36 anos de idade, apresentou uma aptidão para se atualizar e um talento na gestão de grupo marcantes. É exaltado por trabalhar fracionadamente cada atleta para extrair o máximo de sua individualidade, fazendo um rodízio frequente na escalação. Assim, manteve o nível de gerações cheias de potencial no Tricolor sub-20, sendo campeão da Libertadores, em 2016, e bicampeão da Copa do Brasil na categoria.

O projeto é para que ele ganhe experiência para aplicar o mesmo método com atletas mais experientes, no time principal. E um dos primeiros avisos de Raí para Aguirre foi para não ver Jardine como sombra, mas um aluno cheio de potencial. Foi exatamente com esse pensamento que Junior Chávare, que já o conhecia do Grêmio, trouxe Jardine para o São Paulo enquanto era diretor executivo da base do Tricolor paulista, em 2015.

- Ele mescla muito estudo com muita experiência de campo, porque sempre trabalhou muito com a base, mesmo sem ter sido jogador profissional. Ele se prepara muito, é muito atualizado. E muito trabalhador. Sua maior virtude é extrair individualmente a maior potencialidade de cada um para fazer um grupo coeso. Não à toa, conquista títulos em quantidade e qualidade. Ele se preparou e está se preparando - disse Chávare ao LANCE!

- Em curto espaço de tempo, pode ser a solução para o clube e ter um futuro brilhante como o Muricy. É muito comum na Europa o auxiliar ser lapidado para assumir em um momento adequado. Obviamente, precisa de tempo, carinho, atenção e zelo de diretoria e torcida. É igual jogador: subir com o time ganhando, engrenado, ajustado, é mais fácil do que com o time desmantelado - completou Chávare, hoje diretor de operações e novos negócios da K2 Soccer, empresa responsável pelo projeto de clube empresa do Tubarão-SC.

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