Presidente do Novorizontino explica sucesso do clube no Paulistão: 'Todos remam para o mesmo lado'

São três anos na Série A1 do Paulistão e duas classificações à segunda fase da competição. Essa é a história recente do Novorizontino no estadual mais difícil do país. Depois de uma temporada buscando a permanência na elite em 2016, as edições de 2017 e 2018 foram de afirmação para o clube de Novo Horizonte, garantindo vaga nas quartas de final. O presidente Genílson da Rocha Santos, pilar dessa ascensão, explica que os méritos desse sucesso não se limitam a uma ou duas pessoas.

- O segredo maior do nosso sucesso tem sido o comprometimento da equipe envolvida no trabalho que é feito no dia a dia do clube, trabalho este que é pautado em respeito, em organização, em planejamento, em especialização, em treinamentos, enfim, um trabalho que necessita do comprometimento de todos os envolvidos, nosso maior sucesso tem sido esse e é o que nos tem sustentado. É não abrir mão de nossas convicções - declarou o mandatário em entrevista ao LANCE!.

Em uma competição tão equilibrada quanto o Campeonato Paulista, em que as equipes do interior do estado se diferem por detalhes e brigam de forma emocionante por vagas entre os grandes, não é fácil igular a façanha do Novorizontino. Para Genílson, a diferença para os concorrentes é a maneira com os profissionais do clube encaram o trabalho.

- Acredito que, de forma geral, o diferencial está no funcionamento do clube, porque todos que trabalham aqui, independentemente do setor, do departamento, tem no clube um respeito, um carinho muito grande, é algo que observamos em nossos funcionários, é um prazer imenso trabalhar neste clube, fazer parte deste clube, e se sentir parte do clube, então nós temos uma preocupação de fazer com que todos vejam e sintam que são importantes e isso é algo que falando no meio do futebol pode parecer simples, mas estar em um ambiente que precisa de resultado, que mexe muito com as emoções de todos os envolvidos, mexe muito com a vaidade individual de cada ser humano, é algo que por vezes é difícil administrar. Em Novo Horizonte nós temos conseguido com que todos estejam remando para o mesmo lado - comentou.

Chegar a duas quartas de final do Paulistão de forma consecutiva em tão pouco tempo na elite não era algo que se esperava quando o Novorizontino subiu para a primeira divisão, nem mesmo para os dirigentes do clube. No entanto, a partir de um sonho, aliado ao trabalho árduo do dia a dia, o que era algo distante se tornou realidade.

- Não era planejado, mas era sonhado e o sonho para se tornar realidade é preciso trabalho, é claro que eu preciso de planejamento e organização. No primeiro Paulistão em que caíam seis equipes, o objetivo maior, com certeza, foi a permanência, mas a partir do segundo ano nós começamos com um sonho, que acabou virando realidade, que era a classificação entre os oito e que veio se confirmar também neste ano esta classificação entre os oito, então foi algo que nós buscamos e merecemos - celebrou Genílson.

Na edição de 2018, um personagem muito importante foi contratado pelo clube: o técnico Doriva, campeão paulista pelo Ituano, em 2014, eliminando o Palmeiras na semifinal e derrubando o Santos na final. Em outras palavras, um especialista no assunto que mais uma vez levou longe um time de menor tradição. Por isso, o presidente do clube de Novo Horizonte não economiza nos elogios ao seu treinador.

- A vinda do Doriva foi de extrema importância, foi essencial, uma participação fundamental, porque ele foi o grande gestor das peças que nós entregamos na mão dele para que ele pudesse fazer funcionar, então não é fácil. Foi um trabalho que iniciamos de maneira conjunta em agosto do ano passado, e o Doriva comprou essa ideia junto conosco, para o próprio crescimento dele, inclusive ele mesmo disse que nunca havia participado de um trabalho desde o seu início. Para ele também foi um ganho profissional, e ele se mostrou de extrema competência, porque ele conseguiu tirar o melhor desse grupo, gerir os momentos de dificuldade, motivando esses profissionais e chegando em um momento como esse muito forte, não só ele como também o elenco dirigido por ele.

Passando ou não para a semfinal após os dois confrontos contra o Palmeiras, o Novorizontino sabe que terá um grande desafio nesta temporada: a disputa da Série D do Brasileirão, cuja vaga foi conquistada após a campanha no Paulistão do ano passado. Apesar do sucesso na competição estadual, Genílson entende que o planejamento terá de ser diferente em relação aos jogadores contratados para o campeonato nacional.

- É um desafio grande, porque são competições diferentes, que requerem estratégias diferentes, requerem um tipo de jogo diferente, e necessariamente atletas com uma outra qualidade de jogo, atletas com outras habilidades, vamos dizer assim. Preparados para um jogo mais duro, um jogo mais de confronto, de mais combate individual, então isso aí nós estamos falando embasados nos estudos que tem sido feitos em cima do que a divisão apresenta. O Novorizontino não vai entrar para um campeonato da Série D querendo jogar um Paulistão da Série A1, nós temos que entender o ambiente em que estamos, o que a guerra exige para que possamos usar as armas certas, então o Novorizontino vai para o campeonato da Série D sabendo das dificuldades que vai encontrar, mas preparado para aquilo que a competição exige - concluiu.

Se depender da seriedade do trabalho realizado nos últimos campeonatos estaduais, o desafio da Série D logo terá um sucesso parecido. Se não for em 2018, será em 2019. O caminho, até o momento, parece correto.

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