Inquietude de Roger não deixa Palmeiras se contentar com pouco

O Palmeiras vencia o Novorizontino por 3 a 0 e o jogo de ida das quartas de final do Paulistão já caminhava para o fim, mas Roger Machado continuava inquieto à beira do campo. A todo instante, o técnico tentava evitar que sua equipe relaxasse e deixasse a intensidade cair.

E não digam que ele não avisou. Após a vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, o comandante palmeirense disse que o sarrafo havia aumentado: "Não há porque não fazer se já mostramos que é possível". E é fato que o Palmeiras, apesar da larga vantagem construída, jogou menos contra o Novorizontino do que contra o São Paulo. Ou seja, menos do que pode.

A defesa chegou ao terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols, mas Jailson precisou trabalhar e Victor Luis tirou uma bola em cima da linha. Os inúmeros cruzamentos do adversário complicaram a vida do Palmeiras. Também houve momentos em que a equipe deu espaços para o Novorizontino trocar passes no campo de ataque.

O setor ofensivo teve alguns momentos de morosidade, sem aquela dinâmica que deixou o São Paulo tonto e certas vezes sem a doação que impediu o rival de sair jogando com qualidade. Borja, muito disperso, fez uma partida nível 2017. Keno, que o substituiu, demorou um pouco para entrar no jogo. Roger reclamou com ambos. Outro que não foi bem é Lucas Lima.

- O Roger vem cobrando muito porque sabe que tenho potencial, hoje ele falou ali que eu estava frio (risos). Eu errei três passes seguidos, não sou de errar passe assim. Sei da minha qualidade - disse Keno, após a partida.

A inquietude do treinador certamente colocará uma lupa sobre os erros cometidos neste sábado. Bom para manter a concentração e melhorar o nível do time com a cabeça não só no jogo de volta contra o Novorizontino, quarta-feira, mas principalmente nos confrontos mais complicados que virão. Basta lembrar que o Palmeiras passou facilmente pelo mesmo Novorizontino em 2017, mas desconcentrou-se e foi atropelado pela Ponte Preta na semifinal.

Em tempo: estamos falando de uma vitória maiúscula sobre uma das melhores equipes do interior - talvez a melhor, visto que fez a terceira melhor campanha da primeira fase. Houve coisas muito boas: Marcos Rocha deu mais um show de desarmes, Bruno Henrique teve nova atuação consistente, Willian rendeu como referência (função que provavelmente vai executar na ausência de Borja) e Jailson foi ótimo quando exigido.

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