Uma coleção de erros e o choque de realidade: o pior Botafogo de 2018

Chegou a hora, torcedor, de você decidir se quer ver o copo meio cheio ou meio vazio. Se a sua opção for a primeira, a saída de João Paulo no início do clássico terá feito o Botafogo perder o norte e resultado ser a atuação tenebrosa que o Estádio Nilton Santos viu neste domingo. Se você concordar comigo em abrir os olhos, pode analisar de forma mais ampla o cenário muito preocupante que se desenha.

O time de Alberto Valentim jogou bem por apenas 20 minutos: entre o início do segundo tempo e a parada técnica, período em que empatou o jogo. De resto, foram pouco mais de 70 minutos da pior atuação dos jogadores sob o comando do novo treinador.

Aliás, os 45 minutos iniciais contra a Portuguesa, no primeiro jogo ano, ainda com Felipe Conceição, para mim, eram os piores da temporada até então. Pior do que a atuação contra a Aparecidense. Eram. O mesmo 2 a 0 contra com o qual o Glorioso foi para o intervalo, neste domingo, se deram por uma repetição de erros que não podem ser ignorados.

Entra treinador, sai treinador (desde Jair Ventura), entra jogador, sai jogador, e as bolas nas costas dos laterais continuam resultando em bola na rede. Os três gols vascaínos nasceram em falhas de marcação nas laterais. Não é novidade para ninguém que Marcinho e Moisés (assim como Arnaldo e Gilson) são bons no apoio, mas precisam melhorar na defesa. É igualmente óbvio que eles não são os únicos culpados.

No Corinthians, o criticado Romero fez sucesso, em 2017, no suporte a Guilherme Arana, no primeiro semestre. No Botafogo, faz tempo que Rodrigo Pimpão, que até outro dia era vaiado pela torcida, desempenha função parecida há dois anos. Alberto Valentim optou por sacá-lo, numa tentativa de dar mais criatividade ao time. Valencia e Ezequiel não conseguiram ajudar na recomposição como deveriam.

Além dos clarões nos flancos, outro é evidente na frente da área. O espaçado Glorioso desta temporada deixou, por exemplo, o Volta Redonda finalizar nove vezes. O gol, naquela ocasião, saiu pela zona central do campo. O Bangu também havia criado bastante.

Neste caso, a situação ainda é mais grave porque o meio-campista mais regular, e capaz de defender e atacar, não volta a jogar tão cedo. João Paulo deve ter alta hospitalar nesta terça-feira, mas só deverá voltar aos gramados no fim do ano. Marcelo pode substituí-lo? Matheus Fernandes, quando voltar, é suficiente para repor a pegada necessária à marcação? Renatinho ainda não é opção, já se sabe.

Contra os grandes

Chegamos aos clássicos: no primeiro, um empate sem graça com o Fluminense. No segundo, um time abatido pela eliminação na Copa do Brasil foi presa fácil para o Flamengo. Contra o mesmo Rubro-Negro, a arbitragem foi decisiva, nesta Taça Rio, mas o Alvinegro também não conseguiu fazer gol. Diante do Vasco, novo revés.

Ou o Botafogo melhora muito, ou tem grande chance de começar o Campeonato Brasileiro sem ter vencido nenhum adversário de primeira divisão. Valentim precisa achar sua melhor formação em tempo recorde.

- Precisamos melhorar. Quando eu achar que tenho que mudar, eu vou mudar. Do goleiro ao 11. Estamos cometendo erros ofensivos e defensivos. Temos que melhorar em todos os setores - admite um incomodado Alberto Valentim.

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