Santos admite busca por camisa 10: "Só Palmeiras tem, e tirou de graça"

Lancepress

  • Daniel Vorley/AGIF

O Santos caça no mercado um camisa 10 para reforçar seu elenco. A posição está carente de um titular absoluto desde a saída de Lucas Lima para o arquirrival Palmeiras, de graça. Negociação que ainda mantém o presidente José Carlos Peres bastante irritado, embora todos os trâmites tenham sido concluídos durante a gestão passada, de Modesto Roma Júnior.

Para o atual mandatário alvinegro, o rival alviverde é o único a ter um meio-campista de peso. A procura por um jogador para tal posição foi mais uma vez citada pelo técnico Jair Ventura, após a classificação à semifinal do Paulistão, diante do Botafogo, na Vila Belmiro.

"Todos estão em busca de um camisa 10. O Corinthians, o Santos... No mercado nacional, não tem um camisa 10. O único que não precisa buscar é o Palmeiras, que tem e tirou da gente de graça. Se tivesse algum meia bom por aí, eu buscaria amanhã, mas não tem, não é assim", ponderou o presidente, após depor no 2º Distrito Policial da Baixada Santista sobre suspeita de fraude na eleição do Peixe, em dezembro do ano passado.

A caça santista por um meia se dá até mesmo dentro do elenco. O argentino Emiliano Vecchio perdeu a posição para Jean Mota. Mesmo assim, nenhum dos dois é visto como um titular absoluto da posição. Vitor Bueno e até mesmo o atacante Diogo Vitor foram testados no setor e passam por avaliação de Jair.

Fora do país, o Santos se interessa por Lucas Zelarayán, argentino que atualmente está no Tigres, do México, clube no qual está valorizado e não deve ter sua saída facilitada.

Caso Zeca

A busca por um meia não é o único imbróglio que vive o Santos. Sem aparecer no CT Rei Pelé desde outubro do ano passado, o lateral-esquerdo Zeca foi assunto também para Peres. O Peixe garante ter quitado todos os salários e depósitos de Fundo de Garantia ainda na gestão antiga, de Modesto Roma Júnior e entende que vencerá na Justiça o processo do jogador. Por isso, agora as partes buscam um acordo. Depois de anunciar um acerto com o jogador e recuar, o Corinthians desistiu do negócio, bem como o Flamengo já havia feito.

"Entendemos que liberá-lo por menos de 7 milhões de euros (R$ 29 milhões) é nos desfazer de um patrimônio do clube. Houve uma desavença, algo natural entre empregado e empregador, mas não podemos chutar isso. Estamos tentando fazer o melhor negócio com Zeca para que o clube tenha algum dinheiro de volta. Ele é um jogador que passou pela seleção olímpica, tem o seu valor. Se não tivesse, o Corinthians não teria comprado uma briga conosco gratuitamente. Existem negociações. Proposta, não. O Santos está otimista. É óbvio que estamos certos de que a justiça será feita - ponderou Peres, e completou:

"A ideia agora é fazer negócio. Ele segue a vida dele. Ele não tem raiva do Santos. Há dez dias tivemos uma conversa boa. O Zeca torce pelo clube. Foi mais por gestão mesmo. Ele se sentiu traído e tomou uma decisão extrema. O gestor anterior pagou tudo. Existia uma dívida de fundo de garantia. Ele tem todos os salários absolutamente em dia. O Santos não deve nada. Ele (Zeca) reconhece isso. Conversamos, ele está mais disposto a colaborar também nessa venda. Nada é impossível. Não podemos descartar nada. Eu diria que tem todas as possibilidades, inclusive a de retorno.

O retorno, porém, está praticamente descartado por Zeca e seu estafe desde coletiva concedida em fevereiro deste ano, quando o jogador alegou que "não voltaria mais para o Santos" e que a justiça seria feita.

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