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Após Conselho sugerir reprovação de contas do Peixe, Modesto se defende

2018-03-26T17:24:21

26/03/2018 17h24

Após o Conselho Fiscal do Santos redigir parecer sobre as contas de 2017, sugerindo a reprovação, o ex-presidente Modesto Roma Júnior, gestor do clube na época, enviou sua carta de defesa à imprensa. Ela será apresentada na noite desta segunda-feira, em reunião do Conselho Deliberativo, cujos membros votarão se atacam ou não o parecer. Modesto rebateu os itens mais relevantes apontados pelo Conselho Fiscal - vale destacar que, de acordo com o Estatuto Social do clube a reprovação de contas pode terminar em expulsão dos envolvidos do quadro associativo.

Dentre os itens mais relevantes, o ex-presidente rebateu, por exemplo, o adiantamento de receitas, o limite ultrapassado de endividamento, segundo estatuto, e o não pagamento de impostos durante o segundo semestre de 2017, o que caracterizaria crime de apropriação indébita. De acordo com a carta, o prazo para correções é o dia 5 de abril.

Segundo Modesto, o endividamento de 15,7%, ultrapassando os 10% permitidos pelo Estatuto, se deu, principalmente, pelo pagamento de uma parcela do acordo com a Doyen Sports (fundo de investimentos maltês). Na prática, teria trocado uma dívida mais cara por outra mais barata (de euros para reais), já que foram pagos R$ 48,7 milhões, diminuindo também o pagamento de juros.

Modesto também alegou que em 31 de dezembro de 2017 o Santos possuía certidão negativa (documento emitido pela Receita Federal na qual comprova que o objeto não tem dívidas com a entidade) e que os impostos atrasados foram pagos em janeiro, já pela nova gestão depois de "eliminadas restrições estatutárias sobre a gestão de receitas". O Conselho Fiscal apontou R$ 12,9 milhões de tributos em atraso com a Receita Federal, mais R$ 1,6 milhão de juros.

Por fim, Modesto também negou ter antecipado, junto a Federação Paulista de Futebol, cerca de R$ 10 milhões. De acordo com ele, foi feito um empréstimo com a FPF e as receitas seriam as garantias de tal negócio, já que os juros seriam menores do que os cobrados pelo mercado tradicional.

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