Conselho do Santos reprova contas de gestão Modesto Roma Jr em 2017

O Conselho Deliberativo do Santos reprovou, em reunião nesta segunda-feira, na Vila Belmiro, as contas do último ano da gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior, em 2017. Por ampla maioria dos votos, o parecer dado pelo Conselho Fiscal na última quinta-feira foi avaliado como procedente pelos conselheiros, sentenciando a reprovação. Agora, serão estudadas as medidas cabíveis, mas, de acordo com o Estatuto Social do clube, o ex-dirigente e todos os envolvidos nas polêmicas de sua gestão podem ser excluídos do quadro associativo do Peixe.

Dentre os principais problemas estão a antecipação de R$ 10 milhões de cotas do Campeonato Paulista junto a Federação Paulista de Futebol e os impostos devidos junto a Receita Federal, podendo caracterizar apropriação indébita. Já de acordo com o Estatuto, o limite para endividamento do Santos dentro de cada gestão não pode ultrapassar 10% da receita orçada. O endividamento de 2017 foi de R$ 49.718375,00, equivalente a 15,57%, "valor em discordância com o limite estatutário".

Na tarde desta segunda, Modesto enviou à imprensa a defesa que foi apresentada na Vila Belmiro a Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo. Modesto tem até o dia 5 de abril para fazer as devidas correções.

De acordo com o ex-presidente, o endividamento de 15,7% se deu, principalmente, pelo pagamento de uma parcela do acordo com a Doyen Sports (fundo de investimentos maltês). Na prática, teria trocado uma dívida mais cara por outra mais barata (de euros para reais), já que foram pagos R$ 48,7 milhões, diminuindo também o pagamento de juros.

Modesto também alegou que em 31 de dezembro de 2017 o Santos possuía certidão negativa (documento emitido pela Receita Federal na qual comprova que o objeto não tem dívidas com a entidade) e que os impostos atrasados foram pagos em janeiro, já pela nova gestão depois de "eliminadas restrições estatutárias sobre a gestão de receitas". O Conselho Fiscal apontou R$ 12,9 milhões de tributos em atraso com a Receita Federal, mais R$ 1,6 milhão de juros.

Por fim, Modesto também negou ter antecipado, na Federação Paulista de Futebol, cerca de R$ 10 milhões. De acordo com ele, foi feito um empréstimo com a FPF e as receitas seriam as garantias de tal negócio, já que os juros seriam menores do que os cobrados pelo mercado tradicional.

Nada foi suficiente para os conselheiros votarem a favor da aprovação das contas. Foi solicitado que quem fosse a favor da aprovação permanecesse sentado e quem foi a favor da reprovação se levantasse. A ampla maioria dos conselheiros se levantou.

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