Em véspera de decisão, Conselho do Santos analisa contas de ex-gestão

Às vésperas de jogo decisivo contra o Palmeiras, pela semifinal do Campeonato Paulista, o Santos não deve ter "sossego" nos bastidores. Nesta segunda-feira à noite, o Conselho Deliberativo do clube se reúne e deve decidir se reprova as contas de 2017 de Modesto Roma Júnior, ex-presidente do clube, como sugeriu parecer do Conselho Fiscal, divulgado na última quinta-feira. O atual presidente, José Carlos Peres, também deve ser questionado sobre algumas de suas ações nos primeiros três meses como gestor do Peixe.

O LANCE! apurou que, embora a política do clube esteja em ebulição nos bastidores, tal situação não tem interferido, por enquanto, nos trabalhos do elenco principal. A única pequena rusga foi uma reunião com elenco, com o gerente de futebol William Machado e com a comissão técnica após as primeiras demissões de membros do Departamento Médico do Alvinegro, na primeira parte de um processo de reformulação promovido pelo Comitê de Gestão na área.

Já no que diz respeito à reunião desta segunda-feira, Peres e Modesto estão em situações bem diferentes. O ex-presidente alvinegro pode até mesmo ser expulso do quadro de sócios do clube e ser processado caso, de fato, as contas do último ano de sua gestão sejam reprovadas. Dentre os principais problemas, o crime de apropriação indébita pelo não pagamento de impostos durante o último semestre do ano passado e antecipação de R$ 10 milhões de cotas do Campeonato Paulista junto a Federação Paulista de Futebol.

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JDe acordo com o Estatuto Social do Santos, o limite para endividamento do dentro de cada gestão não pode ultrapassar 10% da receita orçada. O endividamento de 2017 foi de R$ 49.718375,00, equivalente a 15,57% do orçamento. Valor, portanto, "em discordância com o limite estatutário". Vale destacar que Marcelo Teixeira, um dos principais apoiadores de Modesto na última eleição, é o atual presidente do Conselho.

Peres 'enfrenta' oposição

Os três primeiros meses da gestão de José Carlos Peres também devem nortear a reunião, ao menos nos assuntos gerais do encontro. Com uma forte oposição dentro do próprio Santos, Peres deve ser questionado sobre algumas de suas atitudes na presidência do clube. Desde que suas divergências com o vice-presidente Orlando Rollo se tornaram públicas, será a primeira vez que o mandatário terá de encarar questionamentos do Conselho.

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