Arboleda quer SP dando carrinho desde o início: "Temos que passar por cima"

  • Daniel Vorley/AGIF

    Arboleda ao lado de Nenê: promessa de intensidade em Itaquera

    Arboleda ao lado de Nenê: promessa de intensidade em Itaquera

Carrinho desde o primeiro minuto. Essa é a receita que Arboleda passa para os colegas antes de seu jogo mais importante pelo São Paulo. Nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), o equatoriano jogará pela primeira vez na Arena Corinthians, e avisa que nem o time de Fábio Carille nem a torcida única do adversário no estádio podem diminuir o ímpeto tricolor de chegar à final do Campeonato Paulista.

"O São Paulo precisa começar a ganhar tudo e não deixar que os caras venham passar por cima de nós. É ao contrário: nós temos que passar por cima de todos os caras. Temos de sair forte desde o primeiro minuto. Com um minuto, já pode dar carrinho. Se levar cartão, não tem importância. O importante é que o adversário sinta que o São Paulo quer ganhar e vai com tudo", disse o zagueiro ao LANCE!

Durante toda a conversa com o L!, o jogador de 26 anos ressaltou quanto a atitude que a equipe mostrou na vitória por 1 a 0, no domingo, servirá de modelo para o resto da temporada. E Arboleda ainda falou do peso de usar a camisa 5 que era de Lugano até 2017 e das brincadeiras dos torcedores a respeito da arbitragem em Itaquera, destacando, porém, que o foco é sair do estádio classifico - basta um empate para o Tricolor avançar.

Confira a íntegra da entrevista com Arboleda:

Ganhar um clássico, enfim, no ano tirou um peso muito grande?
Não dá para tirar peso. Todo jogo é importante, seja clássico ou jogo contra outro time, seja pequeno ou grande. Todos são iguais porque o São Paulo precisa começar a ganhar tudo e não deixar que os caras venham passar por cima de nós. É ao contrário: nós temos de passar por cima de todos os caras. O São Paulo vai por um caminho bom, está ganhando jogos, ganhamos agora um clássico de muita importância. O São Paulo tem muito a melhorar e vai conseguir grandes títulos.

Há frequentes brincadeiras entre os torcedores a respeito da atuação dos árbitros em jogos do Corinthians em Itaquera. Você as conhece?
Sim, conheço (risos). Mas, para a arbitragem, é difícil. É um clássico entre Corinthians e São Paulo, é muito difícil, temos de compreender. Mas o árbitro também precisa entender que não é por isso que pode marcar qualquer coisa. Quando precisar apitar, que apite. Mais nada.

Você nunca jogou em Itaquera. O que espera encontrar?
Será um jogo difícil, com pressão da torcida deles. Mas é jogo difícil para os dois times, porque eles também querem ganhar, como nós, com pressão igual.

Em campo, jogando com estádio tendo só a torcida adversária, como o São Paulo pode marcar presença?
Igual fizemos no Morumbi. O São Paulo tem de sair forte desde o primeiro minuto de jogo, como foi no domingo e contra o São Caetano. É da mesma maneira, com o mesmo ritmo. Com um minuto, já pode dar carrinho. Se levar cartão, não tem importância. O importante é que o adversário sinta que o São Paulo quer ganhar e vai com tudo para buscar a classificação para a final.

É um recado também para a torcida corintiana que estiver no estádio?
Sim. A torcida vai estar xingando todos nós, eles são os donos da casa. Mas estaremos focados e concentrados só no jogo. Deixa que a torcida fale o que quiser. Nós, jogadores, só estaremos focados no jogo.

O que aconteceu para o São Paulo entrar no domingo com uma intensidade que não tinha jogado antes?
No São Paulo, estão mudando muitas coisas. É claro que sempre queremos ganhar tudo, mas, agora, mudou a entrega. Estamos focados no que queremos, com muita concentração, que é importante, e raça. O treinador quer isso, nos motiva. Ele quer que a gente brigue pela bola, vá forte em todas. Queremos chegar a uma final, ganhar essa final e dar um título para o São Paulo. Para isso, precisamos fazer o que estamos fazendo agora. Que o São Paulo tenha essa vontade e essa intensidade.

Mas a preleção foi diferente?
Não, foi a mesma de sempre: que a gente, dentro de campo, tem de ser feliz e jogar com seriedade. Isso é importante. Mas, agora, nos vemos diferentes, o time está focado no que quer. Só isso mudou, mais nada. Isso vem de dentro, do coração, é o que queremos. E querer é poder.

Será seu jogo mais importante pelo São Paulo...
Sim. Muito importante. E difícil. O São Paulo precisará ter muita concentração, brigar por todas as bolas, como no primeiro jogo. Isso que vai nos levar à final.

Os torcedores te abordam na rua a respeito desses clássicos contra o Corinthians?
Os torcedores estão por toda parte. Quando você vai jantar, na rua, em todos os lados. Mas sempre trato dar atenção da melhor maneira, sempre com respeito, e eles sempre falam coisas boas. Por isso, me adaptei rápido e estou feliz no São Paulo. Na quarta-feira, vamos dar tudo e, se Deus quiser, passar à final, dando alegria ao torcedor, que sofre tanto quanto nós.

O Raí, diretor executivo de futebol do São Paulo, disse que as reclamações do Carille por não ter sido cumprimentado pelo Aguirre antes do jogo de domingo cria um clima tenso para a partida em Itaquera.
Para os jogadores, não. Isso é bobeira, algo entre eles. Estamos focados e concentrados no que queremos: ganhar o jogo e classificar para a final. O que falam fora de campo fica fora. É concentração aqui, no jogo, e em mais nada.

Você está enfrentando clássicos com estádios cheios de torcida e, na Universidad de Quito, os jogos não tinham muita torcida...
No meu ex-time, não tinha muita torcida mesmo. Mas o São Paulo tem muita. Muita pressão, torcida toda hora apoiando o jogador. Isso é bom para o jogador, motiva a querer ganhar, ir à frente e conseguir um bom resultado.

Contra o São Caetano, você fez uma de suas melhores partidas pelo São Paulo, e também foi bem enfrentando o Corinthians e Emerson Sheik no domingo. Você cresce em decisões?
Gosto de jogos assim. Mas gosto de todos os jogos. Para mim, todo jogo é importante e tenho de estar ligado, concentrado. Há dias ruins e bons para o jogador, mas o jogador sempre trata de dar o melhor dentro de campo.

Você usa a camisa 5, do Lugano, que costumava ir bem em clássicos. Ele fala disso com você?
Não. Mas sei que a camisa do Lugano é muito pesada. Ele se transformou em ídolo aqui e tenho muito respeito por ele e pela camisa. Não é qualquer jogador que usa a camisa 5, precisa ter muita força para utilizar essa camisa, pelo seu peso e pelo que ela representa. Só jogadores bons já utilizaram esse número. Estou feliz pela oportunidade que a diretoria me deu de utilizar essa camisa. Estou contente no São Paulo.

Em clássico, a camisa 5 do São Paulo fica mais pesada?
Não, porque não é o número que faz o jogador, é o jogador que faz o número. Você tem de dar o seu melhor para representar bem o clube.

Qual é a diferença dos clássicos no Equador e no Brasil?
No Equador, só entre os times grandes, como LDU, Barcelona, Emelec e Nacional, tem pressão. Mas, aqui, é muito maior. Time brasileiro tem de ganhar todos os jogos, senão está tudo acabado.

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