Em desvantagem, Botafogo tem no que se inspirar em derrotas recentes

A desvantagem em relação ao empate diante do Flamengo, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pela semifinal do Campeonato Carioca, não é a única pedra no sapato do Botafogo. O time alvinegro precisará, sobretudo, caprichar nas finalizações e ter uma atuação em que una as, justamente, do último jogo contra o Rubro-Negro e a do primeiro tempo diante do Fluminense, do embate de domingo, pela decisão da Taça Rio.

Se o Botafogo, ainda sob o comando de Felipe Conceição, esteve perdido contra o Flamengo na semi da Taça Guanabara, pelo returno, no primeiro clássico de Alberto Valentim pelo Alvinegro, teve uma performance elogiável, principalmente quanto à solidez defensiva e ao equilíbrio dos três setores. Alberto rasgou a equipe de elogios, apesar de um novo revés.

- Gostei muito da forma que nós propomos para o jogo. Time mesmo em desvantagem com gol irregular, infelizmente, não perdeu equilíbrio, não se desorganizou, essa é a ideia. Criamos chances boas. Mesmo com a derrota, estão de parabéns - disse Valentim, logo após o confronto do dia 3 de março.

Contra o Fluminense, o time de Valentim iniciou imprimindo volume e criando oportunidades, criadas dos dois lados e de chutes à longa distância. Faltou eficiência na criação e sobrou espaços na marcação, tanto que saiu com apenas seis desarmes - contra 23 do Tricolor. Na segunda etapa, o Glorioso teve rendimento similar ao do duelo contra o Flamengo lá do dia 10 de fevereiro.

Nesta quarta, não haverá brecha para repetir erros do primeiro confronto recentes. É preciso, à base de muita conversa, recurso fundamental em meio ao pouco tempo de ajustes para o jogo da semifinal, cobrar a eficácia ofensiva, em evolução, e afinar a marcação para sair com a vaga à final e mudar o cenário dos clássicos em 2018.

- Acho que não, é questão de atenção. Não só pessoal lá da frente é cobrado quando erra gol, a gente também é cobrado lá atrás. Precisamos corrigir para quarta - comentou Lindoso, que completou, em coletiva desta segunda:

- A (partida contra o Flamengo) do primeiro turno não dá para ficar remoendo, não vou nem dizer questão de equipe. Ficar buscando coisas lá atrás não vale muito, é passado. É tudo novo, mais um clássico decidido em detalhes - disse o capitão alvinegro, que viu o Bota perder quatro dos seis clássicos este ano. Hora de mudar o cenário e reagir.

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