Palmeiras mantém sua identidade, mas sufoco da semi deixa lições

Roger Machado disse que o Palmeiras foi superior ao Santos em três dos quatro tempos da semifinal do Paulista. Considerando o número de chances criadas, é verdade: o time só ficou atrás neste quesito no segundo tempo do jogo de ida. Considerando as propostas de jogo de cada equipe, a análise pode ser diferente.

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que o Verdão classificou-se com justiça - e com a melhor campanha entre todos os participantes. Mesmo perdendo por 2 a 1 no tempo normal, manteve-se fiel ao seu estilo no jogo desta terça-feira: buscou asfixiar a saída de bola do adversário (muitas vezes com sucesso), apoderou-se da posse de bola e tentou criar perigo de diferentes formas.

Mas ficaram alguns alertas. No segundo tempo, por exemplo, ficou claro que a prioridade do Santos era se defender. O Palmeiras ficou o tempo todo no campo de ataque e esteve mais perto do gol que o adversário, mas não marcou e criou muito menos do que poderia.

As atuações abaixo da média de Lucas Lima e Dudu atrapalharam, já que são dois atletas com talento para furar defesas. Roger admitiu que sua equipe não conseguiu superar o ferrolho que o rival armou à frente da área e que trocou Willian por Deyverson para aumentar as chances de gol de cabeça nas jogadas pelos lados, que também não foram muito eficientes.

Encontrar meios de superar um bloqueio bem montado será uma das missões do Palmeiras nos treinos dos próximos dias. As peças que o elenco oferece podem ajudar.

Marcos Rocha, que deve retornar no jogo de ida da decisão, pode colaborar muito para as jogadas de fundo saírem com mais frequência e qualidade. Diogo Barbosa, que ainda não estreou em 2018, tem capacidade para fazer o mesmo pelo lado esquerdo - Victor Luis tem jogado muito bem, mas não é tão agudo no apoio quanto o colega. As características de Borja, que volta da seleção colombiana, podem ajudar nas chegadas pelo meio.

Do primeiro tempo, os alertas que ficam são defensivos. O Verdão concedeu apenas duas chances de gol ao Santos, mas foi vazado nas duas, algo que poderia ter custado caro. Houve falha geral do setor defensivo nos dois lances. No jogo de ida, as grandes defesas de Jailson evitaram que os vacilos se transformassem em gol. É preciso retomar a solidez de ocasiões recentes.

O Palmeiras conhece o caminho e inegavelmente tentou segui-lo nesta terça. Não foi tão eficaz por alguns vacilos próprios, mas também por méritos do adversário. Ter na cabeça que o rival da final também dificultará os jogos já é um bom começo para evoluir.

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