Ricardo Lomba ganha força no comando do futebol do Flamengo

Os substitutos de Carpegiani e Rodrigo Caetano, demitidos pelo Flamengo na quinta, ainda não foram definidos, mas a reformulação do departamento de futebol do clube já teve outro impacto: a força adquirida por Ricardo Lomba nos bastidores da Gávea. O VP de futebol liderou a "faxina geral" e fez com que as mudanças fossem aceitas pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Além de Rodrigo Caetano e Carpegiani, três nomes foram desligados do corpo técnico: Jayme de Almeida, Mozer e Marcelo Martorelli deixaram os cargos de auxiliar-técnico, gerente de futebol e preparador físico, respectivamente.

Os nomes de de Caetano e Jayme foram os que exigiram maior argumentação, pois os dois eram homens de confiança, de Bandeira de Mello. No caso do ex-auxiliar-técnico, os dois tinham até uma relação mais próxima, de amizade.

A reformulação começou a tomar forma depois da eliminação para o Botafogo. Boa parte dos VPs e conselheiros do Flamengo se identificaram do discurso de Lomba, único dirigente a falar ainda no Maracanã. O VP de futebol, em tom firme, classificou a queda no Estadual como "vergonhosa" e prometeu mudanças com o objetivo de "recolocar o Flamengo no caminho das vitórias".

Ricardo Lomba assumiu o cargo de vice-presidente de futebol do Flamengo em outubro de 2017. Agora, além da força política adquirida após as mudanças no departamento, o dirigente passa a ser também o "rosto" de quem foi contra o discurso de tranquilidade após resultados ruins - um dos maiores motivos de irritação da torcida rubro-negra nos últimos anos - e realizou mudanças.

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