Virada do Vasco traz alento e paz para correções em fase decisiva

Se não houve acentuação técnica, houve comprometimento e esperança até o apito final. Diante de um organizado Fluminense, de um esquema já consolidado, o Vasco soube se superar quando preciso, isso em um período do jogo que era "agora ou nunca". E Fabrício, aos 50 minutos do segundo tempo, provou que "agora" é o momento de afinar a equipe para jogar a decisão do Carioca contra o Botafogo. E tem a Libertadores em sequência...

Para chegar à final, Zé teve que quebrar a cabeça para escalar os 11 iniciais. Antes de a bola rolar, Giovanni Augusto teve até febre na noite anterior, e Paulinho e Evander eram dúvidas por conta de lesões. Só o primeiro acabou sendo relacionado, porém teve que esperar a oportunidade de decidir - e decidiu - no banco de reservas; só entrou na segunda etapa.

- Temos um grupo muito bom de trabalho, que já se gostava bastante antes mesmo de eu chegar. É a nossa maior fortaleza, principalmente por não termos uma equipe tão forte tecnicamente, mas o nosso diferencial é esse - comentou Zé, em coletiva, completando sobre optar por uma linha de quatro na zaga:

- Jogamos da maneira que nos sentimos mais confortáveis. A experiência foi interessante. A nossa primeira linha de quatro flui de uma maneira mais natural, há mais conforto para todos.

Este sim "natural" como poucos, o prodígio Paulinho mudou a história do jogo. O camisa 11 foi acionado na vaga de Wagner, que, aberto na ponta esquerda, foi nulo, tanto para o sistema defensivo quanto ofensivo. Quem iniciou por dentro foi o recuperado Giovanni, uma grata surpresa atuando por trás de Riascos. Inclusive veio dele, pisando em uma zona letal da área, o placar inaugurado após uma bola mal rebatida de Renato Chaves. Méritos do meia e de Zé, que entraria em um desanimador túnel de pressão se fosse eliminado.

Outro destaque no setor da construção foi Desábato. O meio-campista argentino deu a já tradicional qualidade na saída de bola, esta bem tratada pela equipe alvinegra, que acertou quase 100 passes a mais em relação ao Tricolor (373 a 299).

O resultado é um alento para um time que terá só decisões pela frente, somando a Libertadores - o jogo contra o Cruzeiro no Mineirão já é na quarta-feira. Setores como as laterais e a referência, com Riascos, ainda devem ser aprimorados, porém é inegável que uma virada histórica como a da noite passada traz um novo gás para todos no clube. E fora também, com a torcida do "Time da Virada" mais confiante para este período fundamental.

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