Lomba nega 'viés político', mas diz que não deveria ter feito cobrança pública

As fortes declarações de Ricardo Lomba após a derrota para o Botafogo, e a consequente eliminação do Carioca, foram determinantes para as mudanças no departamento de futebol do Flamengo realizadas nos últimos dias.

Por outro lado, o discurso do vice-presidente do futebol não repercutiu bem entre os jogadores. No treino deste sábado, o dirigente esteve no Ninho do Urubu e conversou com os jogadores para esclarecer a situação.

Ao "Globoesporte", o dirigente disse que a "página já está virada". Lomba ainda admitiu que a cobrança não deveria ter sido pública e reforçou a confiança no elenco e no comprometimento dos atletas com a camisa do Flamengo.

- Esse tipo de cobrança não é do meu feitio. A gente aqui realmente nunca fez isso, uma cobrança pública. Mas as cobranças sempre aconteceram internamente. O que deixou os jogadores chateados, e acho que há uma dose de razão, é ter colocado publicamente uma cobrança que é interna nossa. Gostaria de ressaltar que, como essa crítica que eu fiz, por outro lado já defendi demais esses jogadores, porque eu acredito neles, confio neles. Sei que trabalham com vontade, querem acertar, buscam o melhor - afirmou Lomba, antes de completar:

- Foram coisas que conversamos aqui, está tudo resolvido. Isso já é passado, vamos virar essa página.

Lomba classificou a desclassificação como "vergonhosa" e prometeu mudanças para recolocar o Flamengo "no caminho das vitórias", dando a entender que poderia deixar o cargo caso as mesmas não fossem realizadas. No dia seguinte, o clube anunciou as saídas do diretor de futebol Rodrigo Caetano, do técnico Carpegiani e dos auxiliares Jayme de Almeida e Rodrigo Carpegiani, do gerente Mozer e do preparador físico Marcelo Martelotte.

A declaração foi contrária ao modo de atuar da diretoria do Flamengo na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Por um lado, Lomba entrou em atrito com o mandatário, Por outro, ganhou o apoio de boa parte dos VPs e conselheiros e força política nos bastidores para realizar as mudanças que já eram desejadas por pessoas influentes na Gávea desde a última temporada.

O vice-presidente garantiu que não teve motivação política e reforçou que, apesar de possíveis divergências, a sua relação com Eduardo Bandeira de Mello é a melhor possível.

- Isso chega a ser uma agressão a mim. Não tenho nenhum viés político. Nada, zero. Claro que participo da vida política do Flamengo, sou conselheiro, estava como vice do conselho deliberativo. Vou sempre tentar fazer o melhor pelo Flamengo, mas quem falou ali foi o VP de futebol, o torcedor apaixonado, que estava frustrado com o resultado. Não tem absolutamente nenhum viés político. Esqueçam isso, não faz o menor sentido - disse Lomba, antes de falar sobre o presidente:

- Divergências de ideias e opiniões vão ter sempre, devem existir para fomentar o debate e a gente crescer junto com isso. O presidente é uma pessoa querida, gosto muito dele. Não há absolutamente nenhum problema em relação a isso, podem todos ficar tranquilos, porque nossa relação é a melhor possível.

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