Santos vai pela 7ª vez à Argentina em Libertadores e faz duelo inédito

Santos e Estudiantes têm muita tradição em Libertadores. Juntos, acumulam sete títulos do torneio - três do Peixe e quatro dos argentinos. Mas, curiosamente, será apenas nesta quinta-feira que os clubes se encontrarão pela primeira vez na história da competição - jogo marcado para as 21h30 (de Brasília), em Quilmes.

Como registra o "Acervo Histórico do Santos", foram apenas três os duelos entre as equipes em todos os tempos - um amistoso em 1936 (vitória do Santos por 4 a 3, na Vila Belmiro), um pela Supercopa Sul-Americana em 1990 (triunfo santista por 1 a 0, em Taipe, Taiwan) e um único na casa do time de La Plata, pela Recopa Sul-Americana de 69 (3 a 1 para o adversário). Neste duelo, o Peixe teve Pelé e Edu em campo e dois dos gols rivais foram marcados por Verón, La Bruja, pai de Juan Sebástian Verón, La Brujita, protagonista no último título do clube na Libertadores, em 2009, diante do Cruzeiro com Mineirão lotado.

A partida contra o Estudiantes será a sétima do Peixe em solo argentino na Libertadores. Duas delas se eternizaram por marcarem os dois primeiros títulos continentais do clube: contra o Peñarol, em jogo-desempate no Monumental de Nuñez, em 62, e diante do Boca Juniors, na Bombonera, em 63. O Boca daria o troco 39 anos depois ao passar pelo Santos de Diego e Robinho na decisão de 2003 (2 a 0 no primeiro jogo, em Buenos Aires). O time portenho, aliás, é o argentino que o Santos mais encontrou na competição: quatro vezes, somando as duas decisões.

Outros três times argentinos estiveram no caminho santista na Libertadores até hoje. O Independiente, maior campeão do torneio com sete conquistas, impediu o tri em 64 ao eliminar Pelé e cia. nas semifinais. Em 2012, quando tentava o tetra, o Alvinegro passou pelo Vélez nas quartas de final nos pênaltis - na Argentina, derrota por 1 a 0. O outro oponente foi o Gimnasia y Esgrima, maior rival do Estudiantes, na fase de grupos de 2007, com triunfo do Peixe em La Plata por 2 a 1. O detalhe é que o jogo da próxima quinta não será em La Plata, mas em Quilmes, que está a 39 quilômetros da cidade que abriga o Estudiantes.

Um dos títulos internacionais mais festejados pelo Santos nas últimas décadas, além da Libertadores de 2011, aconteceu na Argentina. A competição, no entanto, era outra, menos prestigiosa: a Conmebol de 98, com um empate por 0 a 0 com o Rosário Central. O jogo teve ares de batalha por hostilidades sofridas pelos jogadores na chegada ao estádio Gigante de Arroyito e dentro de campo. A ponto de ter sido dado o apelido de "Batalha de Rosário". O troféu encerrou uma fila de 39 anos do Peixe sem arrebatar uma taça internacional.

O SANTOS NA ARGENTINA EM LIBERTADORES

Santos 3 x 0 Peñarol - final de 62, no Monumental de Nuñez

Boca Juniors 1 x 2 Santos - final de 63, na Bombonera

Independiente 2 x 1 Santos - semifinal de 64, em Avellaneda

Boca Juniors 2 x 0 Santos - final de 2003, na Bombonera

?Gimnasia e Esgrima 1 x 2 Santos - fase de grupos de 2007, em La Plata

Velez Sarsfield 1 x 0 Santos - quartas de 2012, no José Amalfitani, em Buenos Aires

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