Um ano de carreira e a chance do primeiro caneco: Valentim quer firmação

Aos 43 anos, Alberto Valentim terá a missão de conduzir o Botafogo ao 21º título do Campeonato Carioca neste domingo, a partir das 16h (de Brasília), quando a sua equipe se depará com o Vasco, que possui a vantagem do empate neste segundo jogo da decisão.

Se o clube pode encostar no Vasco no quesito troféus estaduais, uma vez que, hoje, o Cruz-Maltino soma quatro a mais, para Valentim, a oportunidade é de ter o primeiro caneco em sua galeria. Ex-lateral-direito de relativo sucesso, até internacional, completou um ano como técnico (efetivo) no início de fevereiro.

Para se firmar no cenário nacional, Valentim optou por deixar o cargo de auxiliar no Palmeiras e viu a oportunidade de comandar o Red Bull Brasil, do mesmo estado, e pavimentar a sua trajetória. Por lá, no Paulista de 2017, não teve um rendimento como esperado, pois só venceu quatro das 15 partidas disputadas e não avançou de fase no Estadual. Para a Série D, deixou o RB.

Sem clube, retornou ao Palmeiras quando Cuca foi recontratado pelo Verdão. Com a demissão do técnico gaúcho, Alberto voltou a assumir o Alviverde, pela quinta vez de forma interina, mas com uma sequência maior para mostrar o seu trabalho. Acumulou 11 jogos e seis triunfos na última passagem e, em uma nítida melhora de desempenho coletivo, viu o Palmeiras reascender o Brasileiro, que acabou ficando com o amplo favorito Corinthians, virtual campeão com muitas rodadas de antecedência.

Mesmo querido pelo elenco, Valentim não foi a opção da diretoria palmeirense para ser efetivado - Roger Machado foi o contratado. Na espera de propostas, surgiu uma do Botafogo, que estava em ruínas após a queda na Copa do Brasil, ainda na primeira fase, e uma atuação melancólica contra o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara.

E, agora, substituindo o demitido Felipe Conceição, com 54 dias no Glorioso, tem o ensejo para fazer história. E ele está ciente da importância dos próximos 90 minutos em sua carreira.

- Vai ser muito importante ser campeão para mim, principalmente por se tratar de nossa cultura. Aqui no Brasil, existe trabalhos de curto e médio prazos, apenas. Você pode até ter um bom desempenho, mas se não tiver título, vitórias, não tem jeito... O treinador vive de resultados. Posso dizer que as coisas vão facilitar muito caso o título venha - admitiu Valentim.

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