Vasco e Botafogo fazem final com brecha para heróis improváveis

Final, clássico, Maracanã lotado. Ingredientes perfeitos para aquele grande jogador, referência técnica, chamar a responsabilidade e mostrar que é "o cara" do time. Porém, neste domingo, às 16h, Vasco e Botafogo vivem um momento diferente do que estão acostumados e não têm no elenco um craque acima da média. Assim, a chance do título ter um herói improvável é grande.

Do lado vascaíno, com Paulinho machucado, a escalação ainda é um mistério. O ataque, provavelmente formado por Wagner, Yago Pikachu e Riascos, não é unanimidade na torcida. No entanto, brilharam na primeira final contra o Botafogo. Assim como Fabrício, que trouxe a classificação nos acréscimos mesmo após ser vaiado, e Paulão, que foi vilão no primeiro jogo mas se redimiu na Libertadores.

- O futebol é muito resultadista. Se não ganha, parece que não estava certo e troca. No Brasil, você acaba se acostumando com vaias, torcida perde paciência muito rápido. Se chegamos à final, é porque temos condições. A confiança tem que ser do grupo e estamos no caminho certo - afirma o capitão Martin Silva, que valoriza os atletas em baixa no elenco.

Do outro lado, em desvantagem, é possível que os heróis improváveis surjam dos setores mais defensivos, que pouco têm colaborada com bolas na rede. Se no Vasco restam dúvidas, o termo, no Botafogo, parece ficar apenas no singular. Alberto Valentim não revelou quem substituirá Rodrigo Lindoso, suspenso, e ainda abriu um leque afirmando que há quatro opções. Matheus Fernandes é quem tem sido apontado como a mais provável.

Moisés e Marcinho, os laterais, ainda não marcaram este ano e são possíveis heróis improváveis. O primeiro, querido desde o início de sua curta trajetória, tem chegado perto, sobretudo com chutes à longa distância - um deles pode vazar o ótimo Martín Silva e torná-lo ainda mais querido pelos botafoguenses.

Mais atrás, Carli é outro que pode decidir, já que tem pouco mais de 1,90m e sempre vai bem na bola aérea ofensiva. Aos 31 anos, o zagueiro argentino, cabe destacar, ainda não tem um título na carreira e, nesta tarde, iniciará como capitão. Ou seja, conspirações ideais para ser "o cara" do Estadual.

- Se for meu, do Rabello, do Carli... Importante para a gente é conquistar o título domingo no Maracanã, que é o maior palco do futebol mundial, é sonho para qualquer atleta. É um sonho, domingo se Deus quiser vamos conseguir - comentou Brenner, que briga pela artilheira do Carioca, com um menos quanto a Pedro (Fluminense), e, portanto, é o mais provável de decidir do lado do Bota.

A aguardar mais um memorável capítulo do futebol carioca.

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