Conselheiros pedem a Galiotte para jogar o Paulista-19 com time de base

Dez membros do Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras assinaram uma carta para o presidente Maurício Galiotte, pedindo ações após a polêmica derrota para o Corinthians, na final do Campeonato Paulista. Entre as medidas, os conselheiros cobram que o clube jogue com um time de base o Estadual de 2019, como retaliação ao que ocorreu domingo, no Allianz Parque.

"Os conselheiros vêm pelo presente, com indignação e revolta, solicitar o que se segue, considerando o inominável absurdo visto ontem em relação a arbitragem:

1. Que a Diretoria Executiva solicite a todos os conselheiros da Sociedade Esportiva Palmeiras que integram também o corpo de trabalho da Federação Paulista de Futebol que peçam demissão do cargo, até o final desta semana, ou que renunciem ao seu mandato no conselho do clube.

2. Que a SEP dispute o Campeonato Paulista de 2019 com uma equipe formada apenas por jovens atletas da nossa base.

3. Que o clube, através dos seus próprios recursos, filme as partidas na íntegra, com diversas câmeras e de vários ângulos, especialmente a equipe de arbitragem presente em nossos jogos, para que possa, assim, evitar que ocorra novamente interferência externa em nossos jogos, fato que, aliás, tem se tornado corriqueiro em prejuízo ao nosso clube.

4. Proíba que qualquer membro da arbitragem presente ontem na decisão do

campeonato volte a trabalhar em qualquer jogo do Palmeiras, por qualquer

campeonato, em qualquer tempo e que tal restrição se aplique também ao chefe de arbitragem Dionísio Roberto Domingues", diz o texto.

O clube já iniciou um boicote à Federação Paulista, tanto que não enviará representantes à festa da entidade para premiar os melhores do Estadual. O Verdão tem jogadores na seleção do torneio, mas eles não vão receber o prêmio. Ainda no Allianz Parque, atletas e Roger deixaram a arena sem dar entrevistas também como protesto.

O motivo da revolta foi a anulação do pênalti de Ralf em Dudu. A princípio, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza apontou a infração, mas acabou voltando atrás, após sete minutos de paralisação. Maurício Galiotte disse que houve interferência externa. Na súmula, o juiz alegou que reverteu a decisão porque o quarto árbitro, Adriano de Assis Miranda, viu ter sido apenas escanteio na jogada.

O Palmeiras estuda qual será o próximo passo a tomar no caso, mas nada será feito, por enquanto, para o próximo ano, já que o clube passará por um processo eleitoral nos próximos meses. Maurício Galiotte deve concorrer à reeleição, mas ainda não tem permanência garantida para 2019.

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